O ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo e secretário de Administração de Praia Grande foi executado na noite desta segunda-feira (15) (Reprodução / Divulgação Polícia Civil) O assassinato do secretário de Administração de Praia Grande e ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, executado em uma emboscada na cidade da Baixada Santista na noite desta segunda-feira (15), levou a Secretaria da Segurança Pública a reforçar o policiamento em toda a Baixada. O ex-delegado, que chefiou a Polícia Civil paulista entre 2019 e 2022, foi alvo de criminosos armados com fuzil quando saía da Prefeitura. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com imagens de câmeras de monitoramento, Fontes tentou escapar em alta velocidade, mas acabou colidindo com um ônibus e o seu carro capotou. Na sequência, homens armados desceram de um SUV e atiraram contra ele, que não resistiu aos ferimentos. Operação na região Mais de 100 policiais da Capital foram deslocados para a Baixada Santista. Entre eles estão equipes do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). O secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, também determinou o envio do Batalhão de Choque. O Secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (Will Shutter/Câmara dos Deputados) “É uma perda enorme. O doutor Ruy era uma figura emblemática no combate ao crime organizado e será prioridade esclarecer esse crime. Também estamos reforçando a segurança na região para dar tranquilidade à população”, afirmou Derrite. A Polícia Militar (PM) informou que localizou o veículo utilizado pelos criminosos e preservou a cena do crime para a perícia. As investigações seguem em sigilo. Histórico de enfrentamento do PCC Com mais de quatro décadas de carreira, Ruy Ferraz Fontes ganhou notoriedade em 2006, ao indiciar a cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC), incluindo Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder da facção. No período em que chefiou a Polícia Civil de São Paulo, de 2019 a 2022, também intensificou ações contra o crime organizado. Aposentado desde maio de 2023, Fontes continuava sendo uma das figuras mais respeitadas e lembradas pela sua atuação firme contra facções criminosas.