Lúcio Mauro Silveira (à esq.) e Mila Perillo Borguetti (à dir.) (Reprodução) Lúcio Mauro Silveira, ex-gerente de uma casa noturna que foi acusado de perseguir e provocar o acidente de carro que matou a jovem Mila Perillo Borghetti, prima do ex-governador de Goiás, Marconi Perillo, foi absolvido 20 anos após o ocorrido em Guarujá, litoral de São Paulo. Mila estaria em um carro com um grupo de amigos, que deixou o local após contestar a cobrança de bebidas que não foram consumidas. Cabe recurso da decisão. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! O acidente ocorreu em 31 de outubro de 2004. O grupo de jovens havia saído da casa noturna Avelino’s, no bairro Perequê, após passar o feriado no litoral paulista. Após a discussão no pagamento da conta, eles alegaram terem sido perseguidos por Lúcio. Mila era passageira de um dos veículos, que capotou e bateu em um poste. O tribunal do júri, realizado nesta quinta-feira (29), teve início às 9h15 no Fórum de Guarujá. A sessão contou com a participação de 25 jurados, sendo que sete foram sorteados para compor o conselho de sentença, que formou maioria para absolvição do réu. Carro em que Mila estava capotou e colidiu com poste (Reprodução) O Ministério Público (MP) pediu a condenação do réu pelo crime de homicídio por motivo fútil, alegando que as vítimas apontaram que Lúcio dirigia o veículo. Além disso, a acusação afirmou que o réu assumiu o risco de produzir o resultado do acidente, caracterizando dolo eventual. Já a defesa alegou que houve falta de provas de autoria por parte do réu e falhas no processo, pois não houve exame e perícia de consumo de álcool. Afirmou ainda que o réu não fugiu e se apresentou em todos os atos. Acidente O acidente ocorreu por volta das 6h30, na Estrada Guarujá-Bertioga. O grupo deixou a casa noturna em três veículos, após se desentender com a gerência do estabelecimento pela cobrança de valores indevidos. A discussão envolveu cerca de 10 pessoas e Lúcio também estava no local. Ele teria um relacionamento com a dona da casa noturna. De acordo com as testemunhas, ele saiu do Avelino's e permaneceu no acostamento da estrada. Ao perceber a aproximação das vítimas, Lúcio teria jogado o veículo na trajetória dos carros, mas ninguém foi atingido. Em seguida, ele teria começado a perseguir o automóvel em que estavam os jovens e forçou uma ultrapassagem pelo acostamento. O veículo, que era conduzido por Juliana Carneiro Andreoni, perdeu o controle e capotou em uma curva. Após isso, o carro colidiu com um poste, causando a morte de Mila. Carro em que Mila estava ficou bem comprometido (Reprodução)