Rodrigo foi preso por porte ilegal de arma de fogo em abril deste ano (Reprodução/Instagram/rodrigomorgad0 e Divulgação/Polícia Federal) O empresário Rodrigo de Paula Morgado, investigado pela Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Narco Vela, conseguiu firmar um acordo de não persecução penal (ANPP) e evitar o prosseguimento de ação criminal por posse ilegal de arma de fogo. O benefício foi homologado pela Justiça após proposta do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), na última terça-feira (12). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O empresário ficou conhecido por ser proprietário da Quadri Contabilidade, empresa que sorteou um Jeep Compass a uma funcionária, demitiu a colaboradora e pegou o carro de volta, em Santos. Ele havia sido preso em abril deste ano durante a Operação Narco Vela. No dia 29 de abril deste ano, policiais federais apreenderam uma pistola calibre 9 milímetros no porta-luvas da Lamborghini do empresário. Inicialmente contrária ao benefício, a promotora Eliana Faleiros Vendramini Carneiro reconsiderou o pedido da defesa e reconheceu que Morgado preenchia os requisitos previstos no artigo 28-A do Código de Processo Penal (CPP), como ser réu primário, ter bons antecedentes e pena mínima inferior a quatro anos. Pelo acordo, o empresário deverá pagar R\$ 15 mil em dez parcelas mensais, a partir de setembro. Os valores serão destinados a uma entidade pública ou de interesse social, definida pelo juízo das execuções criminais. A proposta foi aceita pelo acusado e homologada pela juíza Luciana Piovesan. Defesa alegou ausência de crime Responsável pela defesa de Morgado, o advogado Áureo Tupinambá de Oliveira Fausto Filho alegou que não houve crime. Ele ressaltou que Rodrigo Morgado possui registro de colecionador, atirador e caçador (CAC) e que a arma estava trancada, sem munição na câmara e sem oferecer risco. Segundo a defesa, o empresário havia viajado às pressas de Santos para São Paulo porque o filho menor de idade passou mal e foi internado no Hospital Albert Einstein. Por isso, teria esquecido de retirar a pistola do veículo de luxo. Investigação por tráfico internacional Apesar do acordo no caso da arma, Rodrigo continua investigado pela PF no esquema descoberto pela Operação Narco Vela, que investiga o envio de pelo menos oito toneladas de cocaína ao exterior por meio de veleiros. O volume de drogas foi avaliado em R\$ 1,3 bilhão. As apurações resultaram em 23 prisões e diversos mandados de busca e apreensão. No caso de Rodrigo, sete endereços ligados a ele foram alvo, incluindo três imóveis de sua empresa de contabilidade, em Santos, além de uma mansão no Morro Santa Terezinha. Também foram apreendidos uma Ferrari e outros bens de alto valor. Autuado em flagrante pela posse da pistola, o empresário chegou a ter a prisão preventiva decretada, mas foi solto três dias depois, em 2 de maio, por decisão liminar do desembargador Mens de Mello, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Depois, o habeas corpus foi confirmado pela 11ª Câmara Criminal do TJ-SP.