Tiago está sendo julgado por matar Cesar com uma voadora durante briga de trânsito na Aparecida, em Santos (Sílvio Luiz/ AT e Reprodução) Teve início nesta terça-feira (13) o julgamento de Tiago Gomes de Souza, acusado de matar o idoso Cesar Fine Torresi, de 77 anos, após agressão com voadora durante uma briga no trânsito de Santos, no litoral de São Paulo. O júri popular ocorre no Fórum Criminal da Barra Funda, na capital paulista, com previsão de término nesta quarta-feira (14), quando a sentença deverá ser conhecida. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O caso aconteceu no dia 8 de junho de 2024, na Rua Pirajá da Silva, no bairro Aparecida. De acordo com o boletim de ocorrência, Cesar atravessava a via entre os carros, acompanhado do neto, de 11 anos, em razão de o trânsito estar parado. Nesse momento, o motorista, Tiago Gomes de Souza, freou bruscamente, o idoso se apoiou no capô e, em seguida, Tiago desceu do veículo e atingiu Cesar com uma voadora - que morreu após a agressão, presenciada pelo neto. Na sequência, Tiago fugiu para um mercado nas proximidades, mas foi localizado pela Polícia Militar e preso em flagrante. Ele foi denunciado em 16 de junho de 2024 por homicídio qualificado. Em novembro de 2024, a Justiça determinou que o réu fosse levado a júri popular, decisão mantida em segunda instância em março de 2025. Atualmente, Tiago está preso na Penitenciária de Tremembé II. O julgamento foi transferido de Santos para São Paulo após pedido da defesa. Segundo o advogado Eugênio Malavasi, a mudança ocorreu por “competência da racionalidade do lugar”, diante da ampla repercussão do caso na Baixada Santista. “A expectativa defensiva é a demonstração serena dos fatos de forma cronológica ao conselho de sentença, para que os jurados entendam que a defesa não quer, em nenhum momento, a impunidade”, afirmou. De acordo com ele, a defesa sustenta que o crime não se enquadra em homicídio duplamente qualificado, mas em lesão corporal seguida de morte, por entender que não houve intenção de matar. “Ou seja, ele não saiu aquele dia para matar ninguém”, disse o advogado. Indenização para tratamento do neto No fórum, familiares de Cesar acompanharam o início do júri. O filho do idoso, Bruno César Fine Torresi, afirmou que a família espera uma condenação justa. “Nossa família espera que a justiça seja feita. Ele apelou para que fosse aqui em São Paulo, alegando que repercutiu muito em Santos, então acreditamos que a pena não seja branda. O país já está cansado desse tipo de crime, e é isso que a nossa família espera”, declarou. Noticiado por A Tribuna anteriormente, Bruno César espera utilizar o valor que deve receber da indenização do processo para ajudar nas despesas médicas do filho, que presenciou toda a cena da morte do avô. “Eu entrei com uma ação na esfera civil de indenização apenas para ajudar nas custas que estamos tendo e ainda teremos com meu filho, com médicos, com o convênio. O valor da ação é simbólico, porque não traz nada que agregue para nós. Nada do que aconteça daqui para a frente vai trazer meu pai de volta ou amenizar a dor que sentimos”, desabafou Bruno. Previsão de término A previsão é que o julgamento se estenda até esta quarta-feira (14), em razão do número de testemunhas de acusação e defesa que ainda devem ser ouvidas.