O empresário Ruy Barboza Neto segue em prisão preventiva após acidente que causou as mortes de três mulheres em São Vicente (Yasmin Braga/ TV Tribuna e Leandro Guedes/ TV Tribuna) O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou o pedido liminar de habeas corpus feito pela defesa de Ruy Barbosa Neto, preso após dirigir embriagado e cair com o carro em canal, causando as mortes de três mulheres em São Vicente, no litoral de São Paulo. Segundo a defesa do empresário de 26 anos, a decisão de mantê-lo em prisão preventiva foi tomada com base “no clamor público” e na “gravidade abstrata dos fatos”. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! No pedido de habeas corpus apresentado pelos advogados Felipe Fontes, Caio Cisterna e Claudia Ignacio, a defesa solicitou a revogação imediata da prisão até o julgamento. O desembargador Flavio Fenoglio, no entanto, concluiu que a decisão está “devidamente fundamentada” e manteve o empresário preso. Prisão preventiva Ruy está preso desde o dia 10, quando o juiz responsável pelo caso converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva durante audiência de custódia. De acordo com o magistrado, havia indícios suficientes de autoria e medidas alternativas seriam ineficazes para garantir a ordem pública. “O que se tem nos autos é que o averiguado ingeriu bebida alcoólica antes de dirigir […] tendo nitidamente assumido o risco de causar morte”, afirmou o juiz na decisão. Durante o depoimento, o empresário contou que passou a virada de sábado (8 de novembro) para domingo (9 de novembro) em um festival realizado numa casa de shows no bairro Japuí, onde teria ingerido dois copos de cerveja. Defesa segue confiante A defesa de Ruy Barbosa Neto, por meio de nota, ressaltou que o habeas corpus não costuma ser aceito de forma imediata e demonstrou confiança na soltura do cliente. “O pedido de liminar em habeas corpus possui caráter excepcional e, conforme o entendimento predominante dos tribunais, não é comumente concedido de forma imediata, ainda mais tratando de caso de repercussão. Ressaltamos que o mérito do habeas corpus será devidamente apreciado nos próximos dias com a certeza de que será concedido e restabelecida a liberdade”, disse a defesa. Relembre o caso Geovana Ramos Reis, de 26 anos, Vitória Gomes Maximino da Silva, de 22, e Bianka de Braz Feitoza Pinto, de 25, morreram em um grave acidente na manhã de 9 de novembro, domingo, no bairro Bitaru, em São Vicente, no litoral de São Paulo. As vítimas estavam em um Audi Q3 branco, que caiu em um canal localizado na alça de acesso da Rodovia dos Imigrantes para a Avenida Capitão Luiz Antônio Pimenta, próximo ao Centro de Convenções do município. Uma das vítimas morreu no local, enquanto as outras duas chegaram a ser socorridas, mas não resistiram aos ferimentos. O motorista - Ruy Barbosa Neto - e uma outra mulher, que estava no banco da frente do automóvel, tiveram ferimentos leves. A Polícia Militar Rodoviária (PMRv) informou que foi acionada por volta das 7h30, próximo ao km 68 da Rodovia dos Imigrantes, para atuar na ocorrência. O Corpo de Bombeiros reportou que sete viaturas e 15 agentes participaram do resgate, com apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da concessionária Ecovias Imigrantes. Após o acidente, o motorista se recusou a receber atendimento médico. Ele foi submetido ao teste de embriaguez passivo, que apontou resultado positivo para álcool. O caso foi registrado como homicídio doloso eventual na Delegacia Sede de São Vicente. No dia seguinte, 10 de novembro, Ruy passou por audiência de custódia e teve a prisão convertida em preventiva. À polícia, o empresário afirmou que havia consumido bebida alcoólica antes de causar o acidente.