Os dispositivos eletrônicos foram exibidos, lacrados e apreendidos (Divulgação/Polícia Civil) Um homem de 20 anos foi preso em flagrante após a Polícia Civil cumprir mandados de busca e apreensão em endereços de Santos e São Vicente e localizar quase duas centenas de cigarros eletrônicos, além de outros materiais ligados à venda irregular dos dispositivos. A Tribuna teve acesso ao boletim de ocorrência, registrado pelo 5º Distrito Policial (DP) de Santos, que formalizou a prisão do suspeito pelo crime de contrabando. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com o BO, policiais civis cumpriram mandados expedidos pela 7ª Região Administrativa Judiciária (RAJ) e iniciaram as investigações na manhã de terça-feira (2). O investigado foi localizado em um apartamento na Avenida Manoel da Nóbrega, no Itararé, em São Vicente, onde confessou imediatamente que vendia cigarros eletrônicos e mantinha uma tabacaria online. Segundo o registro, o homem levou a equipe até o apartamento vizinho, também de propriedade da família, onde armazenava parte dos produtos de tabacaria. Em seguida, informou que a maior quantidade de “pods” estava guardada em outro imóvel da família, na Rua da Liberdade, no Embaré, em Santos. Ele franqueou a entrada dos policiais nos dois locais. Conforme o boletim de ocorrência, foram apreendidos ao todo 87 cigarros eletrônicos fechados e 104 abertos/consumidos, além de dinheiro, um caderno de anotações, adesivos, filtros, fumo, isqueiros, um relógio Apple Watch e três iPhones, sendo um usado para o comércio, segundo o próprio investigado. Os policiais ainda foram até um terceiro endereço, na Avenida Senador Pinheiro Machado, em Santos, onde supostamente residiria um segundo investigado. No local, a mãe do suspeito informou que ele mora fora do país desde fevereiro. Conforme o relato policial, o homem afirmou trabalhar com a venda de cigarros eletrônicos há cerca de sete meses. Ele disse que comprava os produtos na região da 25 de Março, em São Paulo, e revendia em Santos. O suspeito também alegou não ter ciência da ilegalidade da prática “por ver muitas pessoas utilizando nas ruas”. Diante da quantidade de material apreendido e da confirmação da atividade comercial, o suspeito recebeu voz de prisão em flagrante pelo crime previsto no artigo 334-A do Código Penal, que trata de contrabando. Ele foi encaminhado à Cadeia Pública, onde permanece à disposição da Justiça. Ainda conforme o BO, os dispositivos eletrônicos foram exibidos, lacrados e apreendidos. Foi requisitado exame do Instituto de Criminalística (IC), além de exame cautelar no Instituto Médico Legal (IML) para o detido.