Corpo encontrado em rio pode ser de idoso desaparecido no litoral de SP: 'Angústia'

Valdomiro de Lima, de 72 anos, desapareceu no dia 31 de dezembro

Um idoso de 72 anos, que sofria com mal de alzheimer, desapareceu no dia 31 de dezembro de 2020 na Vila de Pedrinhas, em Ilha Comprida, no Litoral Sul. De acordo com a sobrinha, Edina da Silva, o aposentado Valdomiro de Lima foi visto pela última vez no início da tarde em um bar da região.

Quatro dias após o sumiço, um corpo foi encontrado no Rio de Pedrinhas, mas a família não foi autorizada a reconhecê-lo. A dúvida torna os dias dos familiares ainda mais angustiantes.

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Edina explica que quando a família soube do corpo encontrado, ela perguntou para as pessoas que viram o cadáver se era Valdomiro. "A resposta foi não, falaram que era um homem branco e meu tio era negro", relata a sobrinha. De acordo com ela, a família tentou ver, mas o corpo já estava dentro de um  saco preto. "Mas eles tiraram fotos e tem características que batem com meu tio", revela.

Segundo a doméstica, o corpo era de um homem careca [Valdmiro tinha cabelo], mas ao entrar em contato com o Instituto Médico Legal (IML) de Registro, ela descobriu que após 72 horas embaixo d'água, o ser humano pode perder o cabelo. "O corpo estava cheio de hematomas e me explicaram que poderia ser de peixes, já que estava em estado de decomposição. Quando eu perguntei se poderíamos reconhecer, eles falaram que não tinha como", explicou Edina da Silva.  
 
Após conversa com IML, a família foi informada que o corpo poderia ser identificado apenas com a coleta de digitais. Porém, o exame deveria ser analisado em São Paulo e o resultado sairia somente após 15 dias. "Desde então, ligo todos os dias. Da última vez me disseram que o exame ainda nem foi para São Paulo", destaca a sobrinha.

"A gente já procurou em todos os lugares, estamos perdendo as esperanças, pois foi muita coincidência aparecer este corpo, que inclusive ninguém foi procurar. Ficamos nessa de poder ser ele ou não", desabafa. Enquanto isso, a família segue aflita na espera de resultado, mas vive em meio às incertezas.

Resposta

Procurada por Atribuna.com.br, a Delegacia de Ilha Comprida - onde foi feito o Boletim de Ocorrência - não se manifestou sobre o rumo das investigações. Enquanto isso, o IML de Registro relatou que a coleta das falanges já foi feita, mas ainda não foi encaminhada para São Paulo. De acordo com o instituto, as coletas são levadas para análise a cada 15 dias. 

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