Com fuzis, quadrilha tenta resgatar integrantes do PCC em Guarujá

Policiais militares foram recebidos a tiros quando se aproximaram do 1º DP

Criminosos fortemente armados tentaram resgatar presos da cadeia anexa ao 1º DP de Guarujá, em Vicente de Carvalho, às 4h30 desta segunda-feira (30). Informados sobre a presença dos indivíduos nas imediações da carceragem, policiais militares se deslocaram ao local, sendo recebidos a tiros. Os PMs revidaram os disparos e a quadrilha fugiu sem concretizar o plano.

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Os policiais tiveram que se abrigar atrás de postes para se proteger. Os criminosos portavam até fuzis e o tiroteio levou pânico a moradores do entorno do 1º DP de Guarujá, mas não há registro de feridos. Próximo da cadeia ficam o Hospital Guarujá e o Atacadista Roldão. Os marginais estavam reunidos perto da unidade de saúde e do comércio quando os PMs chegaram.

Para dificultar a ação policial, o bando deixou um Chevrolet Onix atravessado na rua em frente ao distrito policial. Na Avenida Bento Pedro da Costa, próximo à cadeia, os policiais encontraram um Chevrolet Prisma que provavelmente seria utilizado pela quadrilha na fuga, porque estava com placa falsa. Após o tiroteio, durante varredura pela área, os PMs se depararam com um homem que disse ter sido rendido pelos criminosos.

De acordo com este homem, ele transitava com o seu carro durante o tiroteio e os marginais o renderam, obrigando-a sair do veículo e a se deitar. Cessada a troca de tiros, esta testemunha foi obrigada a transportar em seu automóvel cerca de seis bandidos até a comunidade da Conceiçãozinha, situada nas imediações do 1º DP de Guarujá, entre a Avenida Santos Dumont e o Porto de Santos.

Um motorista da empresa City também foi rendido pela quadrilha. Ela exigiu que o funcionário da concessionária de transporte público deixasse atravessado um ônibus na Avenida Santos Dumont para dificultar o acesso de viaturas policiais. Logo após, teve início o tiroteio. Na fuga, além dos carros, os bandidos deixaram um celular e algumas ferramentas, tais como talhadeiras, marretas e machado.

Com quatro celas e capacidade total para 24 detentos, a cadeia do 1º DP de Guarujá abriga 17 atualmente. Um dos xadrezes está vazio porque precisa passar por reparos na parte elétrica. Na unidade ficam recolhidos presos em caráter provisório, antes que sejam transferidos para estabelecimentos da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), como centros de detenção provisória e penitenciárias.

A Polícia Civil tenta identificar os envolvidos na ação criminosa e já tem pistas de quatro detentos que seriam os prováveis alvos do resgate. Eles são integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e um deles foi preso em Bertioga. Os demais foram autuados em flagrante em Guarujá no domingo (30) e são suspeitos de participarem de sessões do tribunal do crime da facção.

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