Ruy Ferraz Fontes foi executado com dezenas de tiros de fuzil na Avenida Dr. Roberto de Almeida Vinhas, em Praia Grande, no último dia 15 (Reprodução/Polícia Civil e Matheus Croce/TV Tribuna) A Polícia Civil apreendeu celulares, eletrônicos e outros itens de interesse durante uma operação realizada nesta segunda-feira (29) em endereço relacionados a investigação da execução do ex-delegado geral de polícia e secretário de Administração de Praia Grande, Ruy Ferraz Fontes. Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão nas cidades de Santos, Praia Grande e São Vicente, no litoral de São Paulo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, os policiais civis do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com apoio da Polícia Civil de Santos e Praia Grande, cumpriram nove mandados de busca e apreensão em endereços em Santos, Praia Grande e São Vicente. Entretanto, a Pasta informou que não fornecer mais detalhes. Conforme apuração do g1 Santos, os alvos dos mandados foram pessoas que têm contatos com funcionários públicos de Praia Grande. O objetivo da ação era coletar evidências sobre eventuais irregularidades em contratos com a prefeitura, onde Ruy era secretário da Pasta de Administração. Investigação Ainda de acordo com a SSP-SP, o DHPP segue apurando, rigorosamente, todas as circunstâncias do caso. Até o momento, quatro suspeitos já estão presos, incluindo o homem apontado pelas investigações como um dos possíveis autores dos disparos que atingiram o delegado. Outros quatro estão foragidos e são procurados. Relembre o caso Ruy Ferraz Fontes, que era delegado aposentado e trabalhava como secretário de Administração na Prefeitura de Praia Grande, foi assassinado a tiros na noite do último dia 15, depois do expediente. Para as autoridades policiais, não há dúvidas do envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) no crime. O ex-delegado-geral foi jurado de morte pela facção criminosa e também foi alvo de um plano de execução descoberto em 2019. Isso ocorreu após a transferência de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder da facção, para um presídio federal. Falta esclarecer ainda se o assassinato de Ruy Ferraz Fontes se deu por uma retaliação do crime organizado, por conta de sua carreira na Polícia Civil, ou ainda se aconteceu devido à atuação como secretário em Praia Grande.