Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral da Polícia Civil e secretário de Administração de Praia Grande, foi assassinado a tiros na última segunda-feira (15) (Divulgação/Prefeitura de Praia Grande e Reprodução/TV Tribuna) Policiais civis do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e da Delegacia Seccional de Praia Grande cumpriram, na manhã desta quarta-feira (17), oito mandados de busca e apreensão relacionados à investigação da execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil e secretário de Administração de Praia Grande, Ruy Ferraz Fontes, de 64 anos, assassinado a tiros na segunda-feira (15). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo o Governo do Estado, 63 policiais civis cumprem as ordens judiciais em endereços na capital paulista e na Grande São Paulo. Até o momento, os investigados não foram localizados. Nos locais, as equipes apreenderam objetos que passarão por perícia. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) reforçou que dois envolvidos no crime foram identificados, e que a mãe de um deles prestou depoimento. A pasta finalizou dizendo que detalhes sobre as ações policiais serão preservados a fim de não comprometer a investigação. Sobre os envolvidos identificados, o Governo comunicou que um deles tem passagens por roubo e tráfico de drogas. Dois carros foram usados no assassinato do ex-delegado, sendo que um foi incendiado após o crime e o outro foi abandonado. No último veículo, a perícia coletou fragmentos de DNA e impressões digitais. Ainda segundo o Governo de São Paulo, os vestígios são analisados pela Polícia Técnico-Científica. Será feito um cruzamento com o banco de dados criminal do Estado e de outros órgãos para identificar os envolvidos no crime. Tarcísio promete ‘rigor da lei’ O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) classificou como "covarde" a emboscada que resultou na morte de Ruy Ferraz Fontes. Tarcísio também reforçou o legado "marcante na Segurança Pública do Estado de São Paulo" deixado por Fontes, em publicação feita nas redes sociais na manhã de terça-feira. "Pioneiro nas investigações contra o PCC, dedicou 40 anos à Polícia Civil, chegando ao cargo de delegado-geral da instituição", disse."Foi covardemente assassinado em Praia Grande, onde atuava como secretário de Administração da prefeitura", afirmou ainda o governador de São Paulo. Ele destacou que os trabalhos continuam para identificar e prender os criminosos responsáveis. "Para que sejam exemplarmente punidos pela Justiça, com todo o rigor da lei."