Justiça irá definir o futuro do trio: Mario, Marcelly e Rafaela (Reprodução) A Justiça irá definir, nas próximas semanas, o rumo do caso da morte do comerciante Igor Peretto. Apura-se a possibilidade do trio acusado de matá-lo, composto por Mario Vitorino da Silva Neto (cunhado), a irmã Marcelly Marlene Delfino Peretto (irmã de Igor) e Rafaela Costa da Silva (viúva), ir a júri popular ou não. Conforme apurado por A Tribuna, a decisão deve sair nos próximos 30 dias. Igor foi morto a facadas no dia 31 de agosto de 2024, dentro do apartamento da irmã, na Avenida Paris, no Canto do Forte, em Praia Grande. Os réus são acusados pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) de premeditar o crime, motivado por questões passionais e financeiras. Eles estão presos preventivamente há nove meses. Mario teria sido autor dos golpes que mataram o comerciante. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), a terceira e última audiência de instrução terminou às 20h da última segunda-feira (16). Foram ouvidas três testemunhas restantes e os réus foram interrogados. Com isso, a instrução foi encerrada. De acordo com o órgão, foi concedido prazo de dois dias para as partes apresentarem requerimentos de eventuais diligências complementares que entendam ser necessárias. O TJ-SP explicou que, após a fase de diligências, as partes apresentarão suas alegações finais por escrito. Encerradas todas essas etapas, será decidido se os réus serão ou não pronunciados, ou seja, submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri (júri popular). “Caso os réus sejam pronunciados, a Defesa pode recorrer da sentença. Portanto, somente depois de encerrada a fase de recursos é que será marcada a data do julgamento”, explica o TJ-SP. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Partes Felipe Pires de Campos, advogado que representa a família de Igor Peretto, enfatizou que, na segunda-feira (16), foi feita a última audiência de instrução no processo que apura o homicídio de Igor Peretto. Ele disse que a oitiva das testemunhas e dos acusados foi concluída, encerrando-se uma fase fundamental da investigação judicial. “Conforme determina o Código de Processo Penal, o juiz concedeu às defesas o prazo de 48 horas para a apresentação de eventuais diligências complementares. Após esse período, será aberto o prazo para as alegações finais das partes — acusação e defesa”, explicou o defensor. Campos disse ainda que somente após essas etapas o magistrado decidirá sobre a pronúncia, ou seja, se os réus serão levados a julgamento pelo Tribunal do Júri. Finalizou ainda que a família de Igor segue acompanhando atentamente cada passo do processo e espera que a Justiça continue sendo feita com firmeza, responsabilidade e respeito à dor irreparável causada por esse crime. Já o defensor que representa Mario Vitorino da Silva Neto, Mário Badures, pontuou que, após a colheita da prova oral judicial, todos os pontos descritos na denúncia restaram completamente fragilizados. “Isso porque a própria polícia, por meio do Delegado de Polícia e os investigadores ouvidos nas três audiências, foram todos enfáticos no sentido de que não houve trisal (expressão nunca citada e sequer minimamente acenada nos autos), inexiste qualquer tipo de motivação econômica e tampouco premeditação”, afirmou o advogado. Badures disse ainda que, por outro lado, todas as qualificadoras se mostraram descabidas após a prova judicial, motivo pelo qual aguarda-se a soltura de Mario Vitorino após fase de requerimentos finais. “A defesa, portanto, confia na imparcialidade do Judiciário, o qual irá julgar, com absoluta certeza, com isenção e de acordo com a verdade exteriorizada no conjunto probatório”. A defesa de Rafaela Costa, por meio do advogado Yuri Cruz, disse que já se manifestou no prazo estipulado, "solicitando a restituição do seu aparelho celular para que a defesa técnica possa apurar a existência de novos elementos probatórios que possam robustecer, ainda mais, a categórica ausência de responsabilidade penal de Rafaela". O advogado citou ainda que aguarda "a soltura de nossa cliente, eis que as imputações constantes da denúncia foram absolutamente afastadas pelo conjunto probatório produzido, não autorizando submeter a Rafaela ao Júri Popular". Por fim, Yuri Cruz cita que esses são fatos que "serão detalhados nas alegações finais defensivas". A Tribuna entrou em contato com a defesa de Marcelly Delfino, porém não obteve retorno até a publicação desta matéria.