Igor foi assassinado a facadas dentro do apartamento da irmã na Avenida Paris, no Canto do Forte. Porteiro ligou para o imóvel momentos antes da morte dele (Reprodução/Redes Sociais e Thais Rozo/TV Tribuna) O porteiro do prédio localizado no Canto do Forte, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, onde o comerciante Igor Peretto foi morto a facadas, ligou para o apartamento momentos antes do assassinato. Ele interfonou para o imóvel pedindo silêncio. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Igor foi morto em 31 de agosto de 2024, em edifício na Avenida Paris. O acusado de cometer o assassinato a facadas é o cunhado, Mario Vitorino da Silva Neto, que mantinha um relacionamento amoroso com Rafaela Costa da Silva (viúva de Igor) e com a irmã do comerciante, Marcelly Marlene Delfino Peretto. Mario e Marcelly estão presos, enquanto Rafaela teve a prisão preventiva revogada. O trio foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), acusado de premeditar o crime, motivado por questões passionais e financeiras. Eles foram presos, mas, na última quarta-feira (16), o juiz decidiu soltar Rafaela e levar Marcelly e Mario a júri popular. O juiz Felipe Esmanhoto Mateo, do Foro de Praia Grande, revogou a prisão preventiva de Rafaela, afirmando que a decisão se justifica pelo fato de ela não ter participado diretamente da morte do marido, ocorrida em agosto de 2024. Na decisão, obtida pelo g1 Santos, há o depoimento dos três réus e das testemunhas do crime, sendo uma delas o porteiro que estava de plantão no dia do assassinato. No relato, ele disse ter visto todos os envolvidos entrando no prédio. A testemunha explicou que trabalhava no local há aproximadamente três meses e afirmou que viu quando a dona do apartamento, Marcelly, chegou acompanhada de Rafaela, mas não viu a convidada deixando o imóvel. Ele contou que, quando Mario e Igor chegaram, interfonou para perguntar se Marcelly autorizava a entrada dos homens. A irmã da vítima permitiu e, logo depois, ele passou a receber reclamações sobre barulho. O porteiro apurou que o ruído vinha do apartamento de Marcelly e, por isso, interfonou novamente. Foi atendido por um homem com a voz alterada, que informou que o barulho cessaria em breve. Ainda segundo o depoimento, houve gritaria após a ligação e, em seguida, silêncio. O porteiro relatou que viu Marcelly e Mario deixando o local — ela aparentava estar nervosa, enquanto ele parecia mais tranquilo.