Marcelly chorou durante o programa ao relembrar o caso e a morte do irmão (Reprodução e Reprodução/Redes Sociais) Após nove meses presa e sem se pronunciar publicamente sobre o caso, Marcelly Peretto, acusada de envolvimento na morte do irmão, o comerciante Igor Peretto, em Praia Grande, quebrou o silêncio e contou que Mario Vitorino (autor das facadas) foi ameaçado de morte pela vítima antes de matá-la. Marcelly também nega as acusações de ter participado do crime e disse que nunca fez parte de trisal, nem teve relacionamento com Rafaela Costa da Silva, viúva do comerciante. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Igor foi morto a facadas no dia 31 de agosto de 2024, dentro do apartamento da irmã, na Avenida Paris, no bairro Canto do Forte. Os três réus (Marcelly, Mario e Rafaela) são acusados pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) de premeditar o crime, motivado por questões passionais e financeiras. Eles estão presos preventivamente há nove meses. Mario teria sido o autor dos golpes que mataram o comerciante. Em entrevista a um programa de TV, Marcelly deu detalhes sobre o que aconteceu no dia do crime. Segundo ela, horas antes da morte do irmão, ela e Rafaela foram a um bar em Santos e beberam. Depois, elas ligaram para Maurício Peretto para irem juntos a uma confraternização de futebol que acontecia no José Menino, organizada por Igor Peretto. “A gente foi para lá depois do restaurante e aí a gente começou a beber, usar droga, no José Menino. Depois dali, umas 4h30, a Rafaela me chamou para ir embora. Na festa estava todo mundo, o Maurício, o Igor, todos”, relembrou. Elas foram embora da festa e depois seguiram para o apartamento de Marcelly no Canto do Forte. Segundo ela, Rafaela ficou cerca de cinco minutos por lá e foi embora. “Passou uns 10 minutos, o Igor e o Mario chegaram. Os dois já discutindo, o Igor mais furioso, mais bravo, batendo na mesa. Me questionando por que a Rafaela tinha ligado para o Mario”. Marcelly, então, respondeu: “Como eu vou saber? Tô dentro do apartamento. Não tem como saber.” Depois disso, ela contou que o irmão começou a xingar Mario. “O Mario começou a discutir com ele, o Igor começou a ameaçar o Mario. E começou a briga entre os dois. O Igor falando que iria matar o Mario, porque ele tava saindo com a mulher dele. O Igor começou a ligar para a Rafaela, xingar ela e ele falou: ‘O que estava acontecendo?' Eu não sabia responder. Eu saí do quarto, porque eu tava deitada, fui me trocar no outro quarto. Antes de eu sair do quarto, o Igor começou a bater no vidro, no espelho. E começou a ameaçar o Mario, dizendo que ia matar ele”. Marcelly conta que, quando saiu do quarto, viu Mario saindo de cima de Igor. “Eu não cheguei a ver o Mario esfaqueando ele ou o que realmente aconteceu. Falam que eu tive participação, eu não tive participação de nada. Eu vi o Igor no chão. Fiquei apavorada e o Mario falou: 'Vem comigo'”. Não sabia que o irmão morreu Marcelly contou que entrou no carro e depois foi embora com Mario. Ela acredita que Mario tenha matado Igor pois se sentiu ameaçado. “Mario se sentiu ameaçado, porque o Igor disse que iria matar ele”. Ela acrescentou que, quando foi embora com Mario, não sabia se o irmão tinha morrido. Só foi descobrir depois, quando ele contou para ela. Nega caso com Rafaela Marcelly também disse que nunca fez parte de um trisal e negou relações com Rafaela. “Nunca. Tenho nojo desse papo. Relação de 8 anos”. Entretanto, ela afirmou que ficou uma vez com a cunhada. O advogado de Marcelly, Leandro Weissmann, afirma que as provas do processo mostram que ela não tem culpa no caso. Próximos passos A Justiça irá definir, nas próximas semanas, o rumo do caso da morte do comerciante Igor Peretto. Apura-se a possibilidade de o trio acusado de matá-lo, composto por Mario Vitorino da Silva Neto (cunhado), Marcelly Marlene Delfino Peretto (irmã de Igor) e Rafaela Costa da Silva (viúva), ir a júri popular ou não. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), a terceira e última audiência de instrução terminou às 20h do último dia 16. Foram ouvidas três testemunhas restantes e os réus foram interrogados. Com isso, a instrução foi encerrada. De acordo com o órgão, foi concedido prazo de dois dias para as partes apresentarem requerimentos de eventuais diligências complementares que entendam ser necessárias. O TJ-SP explicou que, após a fase de diligências, as partes apresentarão suas alegações finais por escrito. Encerradas todas essas etapas, será decidido se os réus serão ou não pronunciados, ou seja, submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri (júri popular). “Caso os réus sejam pronunciados, a defesa pode recorrer da sentença. Portanto, somente depois de encerrada a fase de recursos é que será marcada a data do julgamento”, explica o TJ-SP.