Moradora reclama de barulhos que casa de prostituição faz todas as noites em São Vicente (Carlos Nogueira/ Arquivo/ AT) Uma moradora do bairro Samaritá, na Área Continental de São Vicente, denuncia que uma residência na Rua Jequié funciona como casa de prostituição, com som alto durante a madrugada e possível ligação com o tráfico de drogas. Com medo de retaliações, a mulher conversou com a reportagem de A Tribuna sob anonimato e relata que o problema é antigo, mas se intensificou nos últimos meses. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “O maior problema para a vizinhança é o som. Todo dia, a gente liga para a polícia. Elas abaixam o volume quando a viatura passa, mas, depois que vai embora, colocam o som alto de novo, às vezes até 1h”, conta a mulher. Segundo ela, os moradores da área já fizeram diversas chamadas para a Polícia Militar (PM) e para a Guarda Civil Municipal (GCM), mas afirmam que o retorno é lento. “Eles demoravam muito para vir. Duas horas. A gente liga e eles mandam falar com a guarda. Mas, mesmo quando a guarda vem, ninguém resolve”. Segundo a moradora, a casa funciona de forma irregular. “Se fosse legal, teria saída de emergência, extintor, isolamento acústico. Mas ali não tem nada disso”, afirma. A mulher também suspeita que os responsáveis pelo local tenham ligação com o tráfico de drogas. “Eles falam dos irmãos, que são do tráfico. A gente tem medo. Pessoas boas a gente sabe que não são”. A moradora acrescenta que os vizinhos têm receio de fazer boletim de ocorrência ou formalizar uma denúncia na Prefeitura. “Eles pedem nosso nome para abrir protocolo, mas a gente não vai dar. A gente tem medo. Os números das ligações ficam marcados”. Posicionamentos Por meio de nota, a Prefeitura de São Vicente informou que a Guarda Civil Municipal (GCM) atua de forma integrada com as forças de segurança, realizando patrulhamento por todos os cantos da cidade, com o objetivo de coibir práticas como essa. Há rondas diurnas e noturnas, destaca. A Administração Municipal orienta que, em casos como esse — envolvendo som alto e possíveis irregularidades —, os munícipes entrem em contato com a GCM pelo número 153 ou com a Polícia Militar (PM) pelo número 190, para que as equipes possam averiguar a situação e tomar as providências cabíveis. Procurada, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) disse que a Polícia Militar mantém o combate à poluição sonora como uma das prioridades de sua atuação preventiva, especialmente em situações de aglomerações com som em volume elevado que comprometem a tranquilidade e o bem-estar da população. Ainda segundo a SSP, as ações são desencadeadas a partir de denúncias anônimas e chamadas para o telefone 190, que orientam o planejamento do policiamento e possibilitam a pronta resposta das equipes em campo. A corporação orienta que, diante de situações de barulho excessivo, o cidadão acione imediatamente o 190, informando o local e as características da ocorrência. A secretaria observa que tais informações colaboram diretamente para a eficácia do atendimento e a redução desse tipo de infração. A Polícia Militar (PM) ressalta que, embora situações envolvendo prostituição possam ocorrer em algumas dessas aglomerações, a prática em si não constitui crime no Brasil. O foco das ações policiais permanece na repressão a infrações como perturbação do sossego, tráfico de drogas, exploração sexual, porte ilegal de arma e outros delitos previstos em lei.