O secretário e ex-delegado Ruy Ferraz Fontes foi perseguido e executado ao sair da Prefeitura (Reprodução) A polícia segue à procura de quatro investigados ligados à morte de Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral de Polícia e secretário de Administração de Praia Grande. Entre os foragidos estão Felipe Avelino da Silva, conhecido como "Mascherano", de 33 anos; Flávio Henrique Ferreira de Souza, de 24; e Luiz Antônio Rodrigues de Miranda, de 43 anos. Um outro suspeito, ainda sem a identidade revelada, também está com a prisão decretada pela Justiça. Os DNAs de Felipe e Flávio foram identificados em um dos carros usados na execução, enquanto Luiz Antônio teria ordenado a Dahesly Oliveira Pires que buscasse um dos fuzis utilizados no crime. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Prioridade máxima para capturar os suspeitos As forças de segurança concentram esforços para localizar os foragidos. Segundo as investigações, todos tiveram participação direta ou indireta na preparação e na execução do atentado que matou Ruy Ferraz Fontes na noite de segunda-feira (15), em Praia Grande, no litoral de São Paulo. A polícia trabalha para reunir provas que permitam responsabilizar todos os envolvidos. Detalhes das prisões já realizadas Até o momento, quatro suspeitos foram capturados. Willian Silva Marques, proprietário da casa usada como base pelos criminosos, se entregou à polícia neste domingo (21). Antes dele, Rafael Marcell Dias Simões, o Jaguar, Dahesly Oliveira Pires e Luiz Henrique Santos Batista, conhecido como Fofão, já haviam sido detidos. Entre os presos, Dahesly é apontada como responsável por buscar o fuzil utilizado no crime, enquanto Fofão teria atuado na logística do atentado. Residências usadas pelo grupo criminoso Os investigadores identificaram duas casas ligadas ao grupo. Uma delas está localizada no Jardim Imperador, em Praia Grande, e é de propriedade de Willian. No local, a polícia encontrou cerca de 41 vestígios genéticos e parte do armamento usado no crime. A segunda residência fica em Mongaguá, cidade vizinha, onde foram coletadas impressões digitais que serão comparadas com as do imóvel em Praia Grande, ajudando a reconstruir os passos do grupo antes do atentado. Luiz Antonio Rodrigues de Miranda, de 43 anos (à esquerda); Flávio Henrique Ferreira de Souza, de 24 anos (no centro); e Felipe Avelino da Silva, o Mascherano, de 33 anos (à direita), seguem foragidos (Reprodução) Movimentação e logística do crime De acordo com a investigação, o grupo criminoso planejou a execução com antecedência, utilizando carros roubados e a estrutura das casas para se organizar. Dahesly, por exemplo, saiu de Diadema para buscar o fuzil a pedido de Luiz Antônio. O planejamento incluiu a escolha estratégica do local do ataque e o uso de veículos e armamentos específicos, revelando o grau de organização do grupo. Rafael Marcell Dias Simões, o Jaguar, se entregou à polícia na Delegacia de São Vicente na madrugada de sábado (20) (Divulgação e Reprodução/TV Tribuna) Polícia reforça buscas e perícias A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que as equipes permanecem mobilizadas para capturar os foragidos. As investigações incluem análise de DNA, impressões digitais, perícias nas residências e cruzamento de informações obtidas com depoimentos. O objetivo é localizar os suspeitos o quanto antes e esclarecer todas as circunstâncias do assassinato. Além de Jaguar, Dahesly Oliveira, de 25 anos, e Luiz Henrique Santos Batista, o Fofão, de 38 anos, foram presos (Reprodução)