O cabo Ednei Antônio Vieira trabalhava no Corpo de Bombeiros de Apiaí e matou a ex-namorada, Josilene, e os dois filhos dela (Reprodução) O cabo da Polícia Militar (PM) Ednei Antônio Vieira, acusado de matar a ex-namorada e os dois filhos dela a tiros em Apiaí, no Vale do Ribeira, interior de São Paulo, foi condenado a sete anos e seis meses de prisão em regime semiaberto por furtar a arma usada no crime de um quartel do Corpo de Bombeiros (CB). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O feminicídio e os homicídios aconteceram na noite de 16 de maio de 2024. Ednei assassinou a ex-companheira, a professora Josilene Paula da Rosa, de 39 anos, e seus dois enteados – Arthur Franco Rodrigues, de 12 anos, e Gabriel Henrique da Rosa Miranda, de 20. Conforme noticiado por A Tribuna, o feminicídio foi motivado pelo fato de o bombeiro não aceitar o término do relacionamento com a ex-namorada, morta na frente dos filhos, assassinados em seguida para que não denunciassem o crime. A Tribuna teve acesso à sentença, publicada na quinta-feira (16). Consta nos autos que, antes dos assassinatos, o acusado estava de folga. Com traje de civil, ele foi até a base de seu trabalho, a sede da Estação de Bombeiros da cidade de Apiaí. No local, o cabo justificou para um telegrafista/guarda do quartel dizendo que iria usar a telegrafia para retirar seu nome da escala de trabalho. Em seguida, ludibriando o agente, a fim de que ele se retirasse do setor de telegrafia, Ednei pediu ao guarda que colocasse na geladeira da cozinha do quartel os três açaís que havia comprado para o efetivo de serviço, o que foi feito pelo oficial. Ednei aproveitou-se da situação de estar sozinho no interior da telegrafia, de pertencer ao efetivo daquela unidade e, portanto, de conhecer não somente o local em que a arma se encontrava armazenada, mas também onde a chave do armário era guardada, para furtar uma pistola Glock 22 com um carregador e 15 munições. Depois do furto, o bombeiro foi até residência da ex-namorada e, com o armamento da corporação, atirou contra ela e seus dois filhos, matando-os. Condenação Segundo o Tribunal de Justiça Militar de São Paulo (TJM-SP), no julgamento realizado na quarta-feira (15), o Conselho Permanente de Justiça da 4ª Auditoria Militar do Estado de São Paulo julgou procedente, de forma unânime, a denúncia e condenou Ednei por furto. A pena foi fixada em sete anos e seis meses de reclusão, a ser cumprida em regime semiaberto no Presídio Romão Gomes, em São Paulo. A decisão ainda cabe recurso por parte da defesa do acusado e do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Atualmente, Ednei está em prisão preventiva, pois aguarda o julgamento pelos crimes de homicídio na Justiça Comum. A Tribuna não conseguiu localizar o contato da defesa do bombeiro. O espaço segue aberto para manifestações.