Confusão entre duas pessoas em situação de rua foi registrada em avenida da Aparecida, em Santos (Arquivo pessoal) Invasão de casa, brigas na calçada entre pessoas em situação de rua, consumo de drogas e sensação de insegurança. Isso tem sido comum no bairro Aparecida, em Santos, no litoral de São Paulo, segundo morador de 27 anos. Ele presenciou, na Avenida Doutor Epitácio Pessoa, na tarde de segunda-feira (8), por volta do meio-dia, uma confusão entre duas pessoas em situação de rua que, segundo ele, discutiam por “região de atuação”. (Veja vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com o morador, que teve a identidade preservada, por questão de segurança, a disputa teria ocorrido entre os homens em situação de rua por permanecerem no mesmo ponto da avenida. O munícipe afirma que cenas como essa são “extremamente comuns” na região e que a presença constante de pessoas em situação de rua tem provocado sensação de insegurança. O morador afirma que é frequentemente abordado nas imediações, o que, segundo ele, gera medo e desconforto. Ele também relata que a rua seria utilizada para consumo de drogas e para necessidades fisiológicas, o que, segundo ele, causa transtornos aos moradores do bairro. Casa invadida O morador afirma ainda que, há cerca de duas semanas, teve a casa invadida e uma bicicleta furtada. De acordo com ele, não houve acionamento da polícia. O homem reforça o sentimento de insegurança e afirma não perceber retorno em relação à proteção pública. “Acho que esse é o meu desabafo como pagador de impostos”, diz. -Briga Aparecida Santos (1.492183) Posicionamentos A Prefeitura de Santos, por meio de nota, informou que não houve registro da ocorrência da briga no meio da rua. Segundo a Administração Municipal, a Guarda Civil Municipal (GCM) dá apoio às forças de segurança e faz rondas diuturnas em toda a cidade, cabendo a responsabilidade pelo combate à violência e crimes e a investigação de furtos, roubos e outros delitos às autoridades policiais. A Administração Municipal acrescentou que "a existência de pessoas em situação de rua é uma realidade nos grandes centros urbanos do mundo e que cabe aos municípios o cumprimento da legislação, particularmente no que impede a remoção forçada dos espaços públicos. Em razão disso, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Seds) mantém equipes de abordagem para oferecer acolhimento, recâmbio à cidade de origem e oferta de vaga nos serviços socioassistenciais, assegurando tratamento humanizado com foco na dignidade das pessoas". Na ocorrência de brigas e perturbações do sossego, a população deve acionar a Polícia Militar, pelo 190, e pode contatar a GCM, por meio da Central de Atendimento, que opera 24 horas por dia pelo telefone 153. Também é possível ligar para o 153 para acionar a assistência social às pessoas em situação de rua, cujo serviço funciona 24h com as equipes de abordagem social. Ainda segundo a Prefeitura, reclamações e denúncias podem ser feitas na Ouvidoria Municipal pelo telefone 162, pela internet ou presencialmente, no Paço Municipal (Praça Mauá, s/nº, Centro). A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) foi questionada e apenas informou que não foi localizado registro e nem acionamento da Polícia Militar com as informações encaminhadas.