<div style="clear:both;"> <p class="p-smartimagebox"><img attr-cid="policy:1.476516" attr-version="policy:1.476516:1756251640" class="p-smartimage" src="/image/policy:1.476516/Projeto Canva (2).jpg?f=3x2&w=400&q=0.3" /><br /> <span class="p-smartcaption">Estelionatários se passaram por funcionários do banco e induziram à vítima a entregar os cartões e o celular (Freepik)</span></p> <p paraeid="{a8c6feef-01af-41d3-9e76-5971040f85a7}{216}" paraid="1753126104" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A Justiça de <a href="https://www.atribuna.com.br/cidades/sao-vicente">São Vicente</a>, no litoral de São Paulo, condenou três bancos a indenizarem por danos materiais e morais uma idosa de 78 anos, moradora do Jardim Rio Branco, vítima do chamado “golpe do motoboy”. Ela perdeu mais de R\$ 33 mil após receber uma ligação de uma falsa central telefônica. O juiz determinou que o Itaú, o Bradesco e o banco Carrefour devolvam o valor e paguem uma indenização de R\$ 5 mil. A decisão ainda cabe recurso. <em><strong>(Confira, mais abaixo, o posicionamento das instituições)</strong></em></span></p> <p paraeid="{a8c6feef-01af-41d3-9e76-5971040f85a7}{216}" paraid="1753126104" xml:lang="PT-BR"><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9JSFuGehEFvhalgZ1n"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp!</span></a></p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{34690093-bed2-45b2-a49a-789ae12a236d}{46}" paraid="1989488606" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR"><strong>A Tribuna</strong> teve acesso à sentença. O golpe ocorreu em março de 2023, quando estelionatários ligaram para a idosa dizendo que o cartão dela havia sido clonado e perguntaram se ela havia feito compras em uma loja de gessos em <a href="https://www.atribuna.com.br/cidades/guaruja">Guarujá</a>.</span></p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{06c2ce0f-72d3-46f5-a248-919c9443f927}{18}" paraid="2017562726" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Ela negou e pediu o cancelamento. Para prosseguir, foi orientada a cortar o cartão ao meio e entregá-lo, junto do celular, a um suposto funcionário que passaria em sua casa. Os criminosos prometeram enviar novos cartões.</span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{06c2ce0f-72d3-46f5-a248-919c9443f927}{28}" paraid="1920918774" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Segundo o advogado Fabrício </span>Posocco, que defende a idosa, sua cliente seguiu todas as instruções. Um portador compareceu à residência com uma pessoa que se apresentou como policial, recolheu o envelope e disse que devolveria o celular e entregaria novos cartões em até três dias úteis — o que não aconteceu. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{06c2ce0f-72d3-46f5-a248-919c9443f927}{38}" paraid="1103974480" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">“Ela ficou esperando e isso não aconteceu. Quando percebeu a demora, entrou em contato com a central de atendimento dos cartões e descobriu que tinha sido vítima de golpe. Foi orientada a bloquear os cartões, registrar boletim de ocorrência e contestar as operações. Depois soube do prejuízo: havia débitos de R\$ 8.643,00 no Itaú e R\$ 7.590,00 no Carrefour”, disse o advogado, relatando, ainda, outro débito, de </span><span style="color: rgb(0, 0, 0); font-size: 12px;">R\$ 6.947,00, em um cartão ligado ao Bradesco.</span></p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{06c2ce0f-72d3-46f5-a248-919c9443f927}{48}" paraid="752483423" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A vítima pediu o estorno das operações, mas, segundo </span>Posocco, os bancos alegaram não terem responsabilidade. O Itaú ainda a obrigou a contratar um empréstimo de R\$ 10 mil para cobrir o saldo negativo da conta, conforme relatado. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{06c2ce0f-72d3-46f5-a248-919c9443f927}{58}" paraid="979145374" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O advogado destacou que os golpistas tinham acesso a diversos dados da cliente: “Sabiam suas últimas operações, nome, CPF, nome da mãe, número da conta, nome do gerente, entre outros. Isso mostra descuido na guarda de informações sigilosas”.</span></p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{06c2ce0f-72d3-46f5-a248-919c9443f927}{68}" paraid="6774625" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Ele acrescentou que os criminosos realizaram ao menos 21 transações, em sequência, em um único estabelecimento, usando todos os cartões da idosa. “É como se houvesse um negócio específico em que foram feitas 21 compras com cartões diferentes.”</span></p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{06c2ce0f-72d3-46f5-a248-919c9443f927}{78}" paraid="492077912" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Alívio</span> </strong><br /> <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A aposentada, que teve a identidade preservada, relatou: “Me sinto aliviada porque teve um banco que até me fez fazer empréstimo para pagar uma conta que eu não fiz. </span>Tô feliz que resolveu, porque eu posso não ser estudada, mas não sou desonesta. E quando falei que não tinha feito compra nenhuma, o banco não acreditou em mim.” </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{06c2ce0f-72d3-46f5-a248-919c9443f927}{93}" paraid="245904024" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Sentença</span> </strong><br /> <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O juiz da 4ª Vara Cível de São Vicente, Fernando Eduardo Diegues Diniz, julgou o pedido procedente em 19 de julho. Ele condenou os bancos por</span> entender que houve falha na prestação do serviço, falta de segurança no sistema, descuido com dados sigilosos e ausência de providências diante de transações claramente suspeitas, além da recusa em resolver administrativamente a fraude.</p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{06c2ce0f-72d3-46f5-a248-919c9443f927}{108}" paraid="422643970" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Bancos</span> </strong><br /> <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O banco Carrefour informou que adotará as medidas cabíveis, incluindo o cancelamento das cobranças, e reforçou que cumprirá integralmente a decisão judicial definitiva.</span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{06c2ce0f-72d3-46f5-a248-919c9443f927}{123}" paraid="2050242479" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O Bradesco afirmou que se trata de uma ação externa, em que golpistas se passam por funcionários e induzem clientes a realizar procedimentos sem perceber que estão sendo vítimas. O banco destacou que não solicita senhas, chaves de segurança, instalação de aplicativos ou acesso remoto, e orientou que mensagens suspeitas sejam enviadas para </span><a href="mailto:evidencia@bradesco.com.br" rel="noreferrer noopener" target="_blank"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">evidencia@bradesco.com.br</span></a><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">.</span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{06c2ce0f-72d3-46f5-a248-919c9443f927}{138}" paraid="435612971" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O Itaú informou que tem como valor central o compromisso com a satisfação dos clientes e que aguarda a decisão final do processo.</span></p> </div>