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Sábado

19 de Outubro de 2019

Borracheiro é preso acusado de estuprar criança de 11 anos em Peruíbe

Homem, de 49 anos, foi localizado junto com o menor, em um sítio dentro da Estação Ecológica de Jureia-Itatins

Um borracheiro, de 49 anos, foi preso em flagrante acusado de aliciar um menino, levá-lo à Estação Ecológica de Jureia-Itatins, em Peruíbe, estuprá-lo e ainda filmar cenas de sexo com a criança.

O garoto tem 11 anos e o seu pai disse que não desconfiou do acusado. José conheceu o menino há cerca de duas semanas, por meio de uma amiga da família da vítima. Desde então, começou a se aproximar da criança, inclusive, presenteando-a com um celular.

Com o desfecho do caso, suspeita-se que o borracheiro deu o aparelho para a criança para facilitar os encontros com ela. O último ocorreu na sexta-feira (11) à tarde, quando José pediu para passear com o menino.

Preocupado com o paradeiro do filho, que não havia retornado para casa até o anoitecer, o pai comunicou o sumiço da criança ao encarregado da segurança da Estação Ecológica de Jureia-Itatins.

Havia a informação de que o borracheiro teria ido com o menino até um sítio localizado na área da unidade de conservação. O encarregado do parque estadual avisou a Polícia Militar e começaram as buscas.

O sítio foi localizado por volta das 23 horas. O adulto e o garoto dormiam em um quarto, que estava trancado por dentro. José abriu a porta e negou qualquer abuso sexual, mas o seu celular continha fotos e vídeos dele se masturbando e do menino sem as roupas.

A vítima foi encaminhada à Unidade Pronto Atendimento (UPA) de Peruíbe. O garoto disse a um médico que apenas foi acariciado nas partes íntimas pelo adulto. Exames não detectaram lesões no menino.

Os policiais conduziram o borracheiro à Delegacia de Peruíbe. O delegado Ednilson Mattos autuou José em flagrante pelo crime de estupro de vulnerável, do Código Penal, porque a vítima é menor de 14 anos.

Mattos também enquadrou o borracheiro em mais dois delitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Um deles é o de filmar e fotografar cenas de sexo envolvendo criança ou adolescente.

O outro crime do ECA consiste em possuir ou armazenar, por qualquer meio, tais imagens. Somadas, as penas dos três delitos variam de 13 a 27 anos de reclusão.

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