Thiago Arruda Campos Rosas, e a vítima, o cantor Adalto Mello (Reprodução/Internet) Os advogados do bancário Thiago Arruda Campos Rosas, de 32 anos, preso por atropelar e matar o cantor de pagode Adalto Mello, de 39, em São Vicente, litoral de São Paulo, apresentaram à Justiça um laudo técnico particular para contestar a acusação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). A defesa tenta comprovar que o acidente foi resultado de fatores externos e que o réu não teve a intenção de matar, podendo mudar a tipificação do crime de homicídio ‘doloso’ para ‘culposo’. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O laudo foi entregue à Justiça no dia 3 de abril e sugere que Thiago Rosas não teve condições de enxergar a vítima até poucos instantes antes do impacto. Segundo o documento, a sinalização deficiente e o traçado da Avenida Tupiniquins, em São Vicente, contribuíram para a tragédia acontecer. Essa perícia entregue à Justiça conclui que o trecho onde ocorreu o acidente apresenta problemas estruturais, como o estreitamento da via e a falta de sinalização adequada. Além disso, a via não ofereceria visibilidade suficiente nem para motoristas que trafegam em linha reta. O material foi elaborado com base em imagens de câmeras de monitoramento, análise das provas do processo e vistorias feitas no local do atropelamento. Para os peritos, Thiago Rosas só visualizou a motocicleta pilotada por Adalto quando já não havia tempo suficiente para frear ou desviar. O Ministério Público, por outro lado, ofereceu denúncia por homicídio com dolo eventual, ou seja, quando o autor assume o risco de causar a morte. A Justiça acatou a denúncia e tornou Thiago réu. Com a apresentação do novo laudo, a defesa busca reverter essa decisão e reclassificar o caso como homicídio culposo, sem intenção de matar.