O Campo Grande (foto) e o Macuco têm sido alvo de invasões de residências e furtos em Santos (Carlos Nogueira/ Arquivo/ AT) Uma sequência de furtos e invasões de residências tem preocupado moradores dos bairros Campo Grande e Macuco, em Santos, no litoral de São Paulo. Na região do Campo Grande, a principal queixa envolve o furto de hidrômetros, situação que tem se repetido com frequência e causado prejuízos financeiros e sensação de insegurança. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Todo dia tem roubo nas ruas e as casas estão sendo invadidas para furtarem o relógio de água. A gente não aguenta mais”, desabafa uma moradora da Rua João Caetano, no Campo Grande, que preferiu preservar sua identidade, por questão de segurança. Ela conta para A Tribuna que o hidrômetro de sua residência foi furtado na madrugada do último dia 12, sexta-feira passada. O caso foi registrado em boletim de ocorrência como furto consumado. De acordo com o documento, os moradores acordaram por volta das 6h após serem avisados por um vizinho de que o objeto havia sido levado. Ainda segundo o boletim, foi o segundo caso ocorrido na rua durante a semana. Hidrômetro foi furtado durante a madrugada em casa do Campo Grande (Arquivo pessoal) A moradora relata que, no dia 8, o hidrômetro de uma vizinha também foi furtado. Segundo ela, a situação gera prejuízo financeiro, já que a Sabesp cobra uma taxa para a instalação dos hidrômetros. Sensação de insegurança Vivendo no bairro há mais de 20 anos, a moradora diz que a região "não era assim, porém há uns três anos vem piorando”. Para ela, a falta de fiscalização contribui para a continuidade dos crimes. “Enquanto a Prefeitura não realizar a prevenção nos locais que compram itens furtados, isso vai continuar acontecendo”, afirma. Macuco também sofre onda de furtos e invasões A sensação de insegurança não se limita ao Campo Grande. No bairro Macuco, moradores da Rua Gervásio Bonavides relataram que ao menos quatro imóveis foram invadidos entre setembro e dezembro, sempre durante a madrugada. As ações foram registradas por câmeras de monitoramento. Um morador, que preferiu não ser identificado, por questões de segurança, reuniu imagens, horários e relatos. Ele procurou a reportagem de A Tribuna para denunciar a situação. Segundo o morador, os furtos ocorrem “sistematicamente” na quadra que fica entre as ruas Silva Jardim e Campos Melo. Ele afirma que criou um grupo no WhatsApp para ajudar na comunicação entre vizinhos. “Eles estão ansiosos por ajuda. Já tem gente falando em se mudar", diz. Ainda segundo ele, no último dia 3, moradores trocaram mensagens informando que outra casa também foi invadida, por volta das 4h. Posicionamentos Em nota, a Prefeitura de Santos afirmou que “o combate e a investigação de furtos, roubos e outros delitos são de responsabilidade das autoridades policiais”, mas destacou que a Guarda Civil Municipal (GCM) atua de forma complementar no apoio à segurança pública, com rondas realizadas de maneira contínua em toda a cidade, inclusive nos bairros Campo Grande e Macuco. Segundo a Administração Municipal, a GCM faz rondas diuturnas em toda a cidade e atua integrada às demais forças de segurança. A Prefeitura também ressaltou que o município conta com mais de 3 mil câmeras de videomonitoramento interligadas ao Centro de Controle Operacional (CCO), cujas imagens ficam disponíveis em tempo real, 24 horas por dia, para órgãos como as polícias Civil e Militar e o Corpo de Bombeiros. A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou que o caso citado foi registrado como furto na Delegacia Eletrônica e encaminhado ao 2º Distrito Policial de Santos, responsável pela investigação. De acordo com a pasta, as polícias Civil e Militar seguem adotando medidas de prevenção e repressão aos crimes patrimoniais. A SSP-SP destacou que, “nos dez primeiros meses do ano, o trabalho integrado das forças de segurança possibilitou a redução de 9,99% nos roubos e de 1,48% nos furtos na cidade de Santos, em comparação com o ano anterior”. Ainda segundo a secretaria, no mesmo período, “1.549 pessoas foram presas ou apreendidas em flagrante e 185 armas de fogo foram retiradas das ruas”. O órgão reforçou ainda a importância do registro das ocorrências para auxiliar na identificação dos autores. Já a Sabesp informou que realizou a instalação de um novo hidrômetro no imóvel da Rua João Caetano, no Campo Grande, e orientou os moradores sobre os procedimentos adotados em casos de furto. Segundo a companhia, a substituição do equipamento é gratuita mediante apresentação do boletim de ocorrência. A empresa afirmou que, “caso o cliente não apresente o documento que comprove o furto, ele poderá ter de arcar com o custo do novo hidrômetro, conforme previsto pela regulação da Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo)”. A Sabesp também informou que, enquanto o imóvel permanece sem medidor, a cobrança é feita com base na média de consumo anterior e que o faturamento volta ao normal após a reinstalação do hidrômetro. A companhia ainda ressaltou que denúncias podem ser feitas pelos seus canais oficiais ou diretamente à polícia. “Quem tiver informações pode acionar de forma anônima a Sabesp pelos canais de atendimento ou diretamente a polícia, pelo telefone 190. A Central de Atendimento da Sabesp atende pelo telefone 0800-055-0195 (ligação gratuita), WhatsApp 11 3388-8000 e Agência Virtual, no site, para solicitar a reinstalação do equipamento”, orienta. A reportagem procurou a Polícia Militar (PM) para comentar os casos e informar se há ações específicas de prevenção ou investigação em andamento, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.