Moradores pedem mais segurança na Areia Branca e no Jardim Castelo, em Santos (Alexsander Ferraz/ Arquivo/ AT) Moradores da Zona Noroeste de Santos estão vivendo com medo. Em menos de uma semana, o bairro Areia Branca registrou pelo menos 12 assaltos e um arrastão, de acordo com os relatos enviados à reportagem. A situação, segundo a população, é desesperadora, e a presença de patrulhamento é rara. Os moradores pedem mais atenção aos bairros Jardim Castelo e Areia Branca. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Está muito perigoso. Tem assalto todo dia, principalmente perto do supermercado, do sambódromo e na Rua César Augusto de Castro Rios. Essa rua está fechada há mais de três anos, virou um esconderijo e rota de fuga para os bandidos”, conta uma moradora, que teve a identidade preservada por questão de segurança. Ela diz que já solicitou várias vezes a retirada de barras de ferro que bloqueiam a rua, mas até hoje nada foi feito. “A gente já implorou, mas nós não tivemos resposta. As pessoas estão com medo. Criamos um grupo de moradores para avisar uns aos outros sobre os perigos. Já temos vídeos, imagens”. Além disso, os moradores também questionam a atuação da Guarda Civil Municipal (GCM) no entorno. “Eles só passam rápido, tiram foto e postam como se estivessem trabalhando aqui. Mas a verdade é que não estão. Por isso fizemos até uma vaquinha para mandar fazer faixas e cartazes, para avisar os vizinhos. A gente está tentando fazer nossa parte”. A situação afeta a rotina das pessoas, afirma a moradora. “Levo meus dois filhos a pé para a escola, meu marido sai às 5h para trabalhar. A gente sai de casa com medo de não voltar. O último arrastão foi horrível. Levaram o carro de uma moradora e assaltaram outras pessoas. Teve gente implorando para entrar nos condomínios para fugir dos bandidos”. Alta nos assaltos Outro morador da área, que vive em um condomínio, diz que a região está tomada por assaltos. “Desde o fim do ano passado, já aconteceram diversos casos. A maioria é cometida por adolescentes que passam de bicicleta e roubam celular. Mas também já teve roubo com arma, principalmente nos pontos de ônibus”. Ele destaca a Rua César Augusto de Castro Rios como um problema. “Ela foi fechada pela Prefeitura na época do Carnaval e nunca mais abriram. Virou esconderijo para usuários de drogas e assaltantes. Eu mesmo parei de passar por lá de noite. Quem mais sofre são as mulheres. Já tivemos vários casos de assaltos com vítimas mulheres”. O morador acrescenta que não deixa parentes saírem com celular na rua. “Quando posso, levo e busco. A GCM passa às vezes, mas é muito pouco. A ronda da PM também quase não aparece”. Posicionamentos A Prefeitura de Santos, por meio de nota, informou que o combate e a investigação de furtos, roubos e outros delitos são responsabilidades do Estado, que tem total apoio do efetivo da Guarda Civil Municipal (GCM) e do videomonitoramento com quase 3 mil câmeras espalhadas por todas as áreas da cidade. Esses equipamentos são interligados ao Centro de Controle Operacional (CCO) do município, onde a Polícia Militar também atua (24h). De acordo com a Prefeitura, a GCM segue fazendo rondas diuturnas em toda a cidade, incluindo a Zona Noroeste, e quando flagra atitudes suspeitas, os autores são conduzidos às autoridades policiais e/ou judiciais. A Administração Municipal afirma que a população deve acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 e a GCM pelo telefone 153. A Tribuna entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) e aguarda um posicionamento.