Únicos móveis entregues foram montados por um profissional contratado à parte, pela cliente (Arquivo pessoal) Uma aposentada, de 53 anos, alega ter sofrido um prejuízo de R\$ 45,5 mil após cair em um suposto golpe aplicado pela marcenaria Home Planejados, também conhecida como DJN, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. À reportagem de A Tribuna, Alexsandra Gomes Faria revelou que foi adicionada em um grupo com outros 40 clientes lesados pela mesma empresa, com relatos desde 2018. (Veja vídeo mais abaixo/ Crédito: Arquivo Pessoal) Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Alexsandra contou que adquiriu o serviço em fevereiro de 2024 e a entrega foi acordada para até 90 dias. Ela contratou um projeto de móveis para os quartos, cozinha, sala e banheiros da residência. Só que o prazo se encerrou e os itens não foram entregues mesmo após a conclusão do pagamento. Em setembro do ano passado, Alexsandra solicitou que o valor do serviço fosse reembolsado. No entanto, a empresa realizou um novo acordo estabelecendo que os móveis fossem entregues até novembro, com multa em caso de descumprimento. A entrega parcial, porém, apenas ocorreu no mês de dezembro. De acordo com Alexsandra, ela recebeu só parte dos móveis da cozinha e a marcenaria se recusou a enviar um montador no local. Os móveis, portanto, foram montados por outro profissional, contratado por R\$ 1 mil. -Veja o vídeo (1.458864) “Tá faltando tudo, tudo. A cozinha tá horrível, tá faltando porta, tá faltando puxador... Tá faltando tudo, tá tudo bagunçado. E tudo malfeito. E o resto, não me entregaram nada ", disse. Ao cobrar o restante dos móveis, segundo Alexsandra, a proprietária da marcenaria disse que os itens estavam com um de seus montadores. Ela ainda debochou da situação, solicitando que a cliente “fosse na casa dele cobrá-lo”. Outros relatos De acordo com Alexsandra, após notificar o caso, ela foi incluída em um grupo nas redes sociais com cerca de 40 pessoas que já haviam sido lesadas pela mesma empresa. As promessas, segundo ela, seguiam o mesmo ‘modus operandis’. Uma das vítimas, inclusive, relatou que a proprietária a denunciou por homofobia após entrar na Justiça solicitando a restituição dos valores. Um ex-funcionário da empresa registrou, em boletim de ocorrência, que a proprietária obteve R\$ 7 mil em créditos com um fornecedor utilizando seu CNPJ. O mesmo funcionário contou que recebeu ameaças nas redes sociais de um agiota, que disse que a antiga patroa solicitou que ele roubasse o telefone do ex-colaborador e apagasse o grupo onde os clientes estavam se manifestando. No momento, segundo Alexsandra, os clientes lesados estão reunindo documentos para realizar uma denúncia coletiva no Ministério Público. A reportagem de A Tribuna solicitou um posicionamento à Secretaria da Segurança Pública (SSP) e ao Ministério Publico (MP) sobre o caso, mas não obteve um retorno. A marcenaria Home Planejados também foi contatada, mas não retornou.