[[legacy_image_303130]] Depois de um agente da Guarda Civil Municipal (GCM) de Santos ser baleado na manhã desta segunda-feira (9), a Associação dos GCM's da Baixada Santista (Agcm) emitiu uma nota ressaltando que parte dos guardas que estava no local não usava armas. Também questionou a Prefeitura sobre o envolvimento deles na ação na Rua Santa Catarina, no José Menino. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! À princípio, a associação explicou que, no momento dos fatos, havia uma operação de força-tarefa rotineira, onde quatro viaturas da GCM prestavam apoio aos trabalhadores que realizavam a limpeza do túnel do Veículos Leve Sobre Trilhos (VLT) por conta da população de rua que permanece diariamente no entorno. Enquanto estavam no local, a Agcm relatou que os guardas foram informados pelo rádio sobre a ocorrência com a Polícia Militar (PM) e que um veículo estava vindo na direção das equipes pela contramão de direção. Na sequência, um dos agentes foi ao encontro do carro e foi baleado na perna. “Nossa preocupação, enquanto entidade de defesa dos GCMs, é que infelizmente ainda possuem guardas de Santos trabalhando desarmados em viaturas e participando de operações como esta, em locais de risco a integridade física dos guardas que estão trabalhando sem armamento funcional, ao lado do morro do José Menino, que é conhecido dos órgãos policiais pela presença do crime organizado”, disse em nota. Dentre as quatro equipes que estavam no local durante a troca de tiros, a Agcm comentou que duas delas, que representam quatro guardas civis, estavam desarmadas e não possuíam o porte de arma institucional. O homem baleado estava armado. Sendo assim, esses agentes de segurança estavam expostos à situação de vulnerabilidade. “Neste momento, é mais que necessário que o planejamento operacional da GCM seja revisto e os guardas desarmados não estejam mais em viaturas no patrulhamento preventivo e que todos os guardas que já se manifestaram favoráveis a utilizar o armamento em serviço, possam realizar os cursos o mais breve possível e só assim estarem nas ruas para se proteger e principalmente proteger a sociedade que tanto necessita de segurança”, afirmou. A Prefeitura de Santos, pelo comando da GCM, esclareceu que os dois agentes que acompanhavam a força-tarefa desta manhã, no túnel do VLT, portavam arma de fogo e colete balístico. Assim como todos os GCMs habilitados para o porte de arma, eles passaram por avaliação psicológica e treinamento específico. Contudo, a Administração também citou que essa ocorrência policial foi um caso pontual, afinal a PM estava fazendo uma perseguição a um veículo, que terminou na área do túnel do VLT, onde os dois GCMs que estavam no local deram apoio aos policiais militares, que também contaram com o apoio do CCO. Além disso, a Prefeitura também garantiu que, desde 2019, o local é monitorado 24 horas em apoio à Polícia Militar, onde uma equipe da GCM faz o monitoramento das 7 às 19 horas e a PM responde pelo policiamento das 19 às 7 horas na área do túnel do VLT. Área que também é monitorada por câmeras do CCO. Sobre o apontado pela Agcm, a Prefeitura informou que a atuação da GCM com armamento começou em janeiro de 2022 e visa trazer mais segurança aos próprios profissionais, que atendem a diversas ocorrências por toda a Cidade. O porte é facultativo a todos os integrantes da Guarda Civil Municipal. Os investimentos na segurança continuarão e, de forma progressiva, a Administração garantiu que ampliará o efetivo com habilitação para o porte de arma de fogo, haja visto os investimentos realizados nos últimos anos na aquisição de novos armamentos para a corporação. Também ressaltou que, em setembro, foram entregues à GCM 30 pistolas e cinco carabinas, sendo que mais 170 pistolas serão adquiridas, totalizando 205 armas. Na sequência, mais 100 armas serão adquiridas para a corporação. CasoA ocorrência foi na manhã desta segunda-feira (9), quando policiais militares receberam a informação de que o suspeito do roubo estava em fuga, após render um motorista de um veículo com carga de cigarros, no Campo Grande, e levá-lo como refém. O carro foi identificado pelos agentes na orla do José Menino. Quando notou a presença policial, a Prefeitura divulgou que o suspeito entrou em alta velocidade na contramão da Rua Santa Catarina, sendo perseguido por policiais militares da Rocam. Na sequência, os guardas atuaram em apoio à equipe da PM na ocorrência. Depois de bater o veículo em outros dois carros, o homem de 29 anos tentou fugir a pé, mas acabou sendo encontrado tentando invadir uma casa nos entornos e preso. A vítima foi libertada. Durante a abordagem, houve um disparo de arma de fogo que atingiu um GCM, que foi socorrido à Santa Casa de Santos e está sob observação. O caso foi registrado como roubo de veículo, dano, lesão corporal e localização/apreensão e entrega de veículo no 7° DP de Santos.