Fatos se deram na saída da EE Professor Pedro Paulo Gonçalves Lopes (Leandro Guedes/TV Tribuna) Um estudante de 12 anos que foi agredido na semana passada, na saída da Escola Estadual Professor Pedro Paulo Gonçalves Lopes, no Quietude, em Praia Grande, ainda não voltou para o colégio. O pai do menino afirma que ele está com medo e não quer retornar. Por isso, procura um novo local para que ele continue cursando o 7º ano. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A agressão aconteceu em 31 de março. O pai explicou que a filha mais velha notou arranhões nas mãos do irmão. Ele não quis contar o que houve, mas os pais insistiram e, chorando, ele relatou ter sido agredido a socos, pontapés e arranhões. Braços e abdômen foram as regiões mais afetadas. O menino alegou que o desentendimento começou quando um aluno debochou dele e incitou cerca de 15 adolescentes a fazer o mesmo. Isso já ocorria, disse ele à mãe. Segundo ela, meninos criticaram a aparência do filho, que gosta de roupas pretas e tem cabelos compridos. Agressões deixaram marcas no menino (Arquivo Pessoal) Posicionamentos A Secretaria de Educação do Estado, por nota, declarou que os alunos envolvidos e seus responsáveis serão convocados para uma reunião de mediação, e um profissional do programa Psicólogo na Escola acompanhará o assunto. A secretaria ressaltou que as denúncias serão apuradas e que a equipe regional do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva) trabalha, com a escola, em um plano pedagógico de convivência. A Secretaria Estadual de Segurança Pública informou que o caso foi registrado como lesão corporal no 1º Distrito Policial (DP) e destacou que denúncias, somadas ao monitoramento de indicadores criminais, ajudam a planejar ações preventivas nas regiões citadas. Fato repetido Não é a primeira vez que uma escola estadual de Praia Grande tem casos de violência. Em abril do ano passado, o estudante Carlos Teixeira, de 13 anos, morreu após dois alunos pularem em cima das costas dele dentro da Escola Estadual Professor Júlio Pardo Couto, no Nova Mirim. A vítima foi internada, dias depois, reclamando de dor nas costas e falta de ar. Ele morreu após sofrer três paradas cardiorrespiratórias. Segundo os familiares, Carlinhos era um menino tranquilo e sofria bullying dentro da escola. Ele já havia sido agredido por outros alunos anteriormente.