As investigações estão sendo conduzidas pela Delegacia de Defesa da Mulher de Itanhaém (Divulgação/ Polícia Civil) Uma adolescente de 17 anos, com Transtorno do Espectro Autista (TEA), denunciou ter sido vítima de abuso sexual dentro da Escola Estadual José Antônio de Affonseca Rogê Ferreira, no bairro Umuarama, em Itanhaém, no litoral de São Paulo. O caso ocorreu na tarde de quinta-feira (2) e foi registrado como estupro de vulnerável na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) do município. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo o boletim de ocorrência, a jovem contou à mãe que foi agarrada por um colega de 16 anos, também com autismo e estudante da unidade, e forçada à prática de sexo nos fundos da escola, perto de um muro. Ela conseguiu se afastar e correu assustada. A adolescente foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) local e submetida a exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). Em entrevista para A Tribuna, a mãe da adolescente, de 40 anos, que teve a identidade preservada, relatou que a filha chegou em casa chorando e se trancou no banheiro antes de revelar o ocorrido. “Ela disse que iria ficar grávida, porque o colega tinha ‘acasalado’ nela. Essa foi a palavra que usou. Minha filha é autista, não tem noção de maldade, de malícia. Isso não dá o direito de ninguém fazer o que fizeram com ela”, afirma. A mãe também acusou a escola de negligência. Segundo ela, a direção não apresentou as imagens das câmeras de segurança quando a Polícia Militar (PM) foi acionada. “Se tinham as câmeras, a obrigação era mostrar na hora. Me senti negligenciada”, diz. A mãe declarou ainda que, já no IML, uma legista informou que constatou uma pequena laceração anal. Segundo o relato da mulher, o Conselho Tutelar esteve na casa da família na manhã seguinte para acompanhar o caso. Até o momento, a mãe afirma que não recebeu retorno da Secretaria de Educação do Estado. Posicionamentos Por meio de nota, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) disse que o caso foi registrado como estupro de vulnerável na DDM de Itanhaém. Na ocasião, a vítima foi encaminhada à UPA e submetida a exames do IML. As investigações prosseguem visando esclarecer os fatos. Demais detalhes serão preservados por envolver menor, segundo a pasta. A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, por meio de nota, lamentou o ocorrido e repudiou veementemente todo e qualquer tipo de violência, dentro ou fora das escolas. A gestão da escola convocou os responsáveis para esclarecer os fatos e informar sobre as medidas disciplinares cabíveis. O caso foi registrado na plataforma do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva), e os estudantes serão encaminhados ao Conselho Tutelar. Uma equipe regional do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva) realizará ações de conscientização voltadas à promoção da cultura de paz na escola. Além disso, um profissional do programa Psicólogos nas Escolas foi designado para prestar atendimento e apoio aos estudantes. Por fim, a secretaria disse que Unidade Regional de Ensino de São Vicente e a unidade escolar estão à disposição para mais esclarecimentos.