A adega em Santos contava com máquinas de jogos de azar e desvio de energia elétrica (Divugalção/ Polícia Civil) Uma adega com jogos de azar e desvio de energia elétrica foi fechada na Rua Amador Bueno, em Santos, no litoral de São Paulo. A ação ocorreu na tarde de sexta-feira (19), quando equipes de investigação do 4º Distrito Policial de Santos cumpriram um mandado de busca e apreensão no local. Durante a operação, o proprietário foi preso em flagrante. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com a Polícia Civil, a adega já vinha sendo monitorada por conta de uma denúncia anônima cadastrada no Disque Denúncia. Conforme apurado por A Tribuna, os relatos incluíam comercialização de bebidas adulteradas, exploração de jogos de azar, venda e consumo de drogas, além de brigas dentro do estabelecimento. Após levantamento de informações, a Justiça expediu mandado de busca e apreensão no local. Durante a vistoria, os agentes encontraram máquinas de jogos de azar em funcionamento, além de bebidas alcoólicas com indícios de adulteração, produtos sem identificação adequada e cigarros de origem ilícita. Fraude de energia Durante a operação, o medidor de energia foi vistoriado e as equipes identificaram fraude no fornecimento de energia elétrica - apesar de o ar-condicionado estar ligado e a iluminação acesa, o contador continuava parado. Aos policiais, o proprietário confessou que a energia era “gato”. Segundo a Polícia Civil, o desvio de energia foi posteriormente confirmado por uma equipe técnica da CPFL e pela perícia oficial. Posicionamento A CPFL Piratininga informou, em nota, que realizou na sexta-feira (19) nova operação na Baixada Santista para combate de fraudes e furtos de energia. Equipes da distribuidora, em parceria com a Polícia Civil, flagraram ligação irregular nas instalações da adega em Santos, "a qual foi regularizada de imediato. O proprietário foi conduzido à delegacia pelas autoridades policiais. Quanto à quantidade de energia desviada, será realizado o cálculo e repassado ao responsável para o devido ressarcimento". A empresa acrescentou que "inspeções como essa têm sido intensificadas pela CPFL Piratininga, com o apoio das autoridades policiais, com o objetivo de coibir as ligações clandestinas e manipulações de medidores de energia. A companhia investe continuamente em tecnologias de monitoramento e detecção de fraudes, como o uso de inteligência artificial para orientar operações mais assertivas e sistemas de medição blindada para grandes clientes". "Além de sobrecarregar as redes elétricas e deixar o sistema de distribuição vulnerável a interrupções no fornecimento, o furto de energia coloca vidas em risco devido à possibilidade de choques elétricos. Vale lembrar que fraudar ou furtar energia é crime, conforme o Código Penal, com pena de um a quatro anos de detenção. Fraudadores também são cobrados pelas tarifas referentes ao período em que ocorreu o furto, acrescidas da devida multa. As fraudes e furtos podem encarecer a conta de energia para todos, pois a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) distribui parte dos prejuízos causados pelas 'perdas comerciais' para a tarifa da distribuidora, durante as revisões tarifárias", concluiu a CPFL, em nota. Prisão em flagrante Diante das evidências, o responsável pelo estabelecimento foi preso em flagrante pelos crimes de furto qualificado de energia elétrica e da contravenção penal de jogo de azar. Ele foi encaminhado à cadeia pública, onde aguarda audiência de custódia. A Polícia Civil informou que todo o material foi apreendido e encaminhado para análise pericial. Também foram apreendidos valores em dinheiro e componentes eletrônicos utilizados no funcionamento dos equipamentos.