Tartaruga-cabeçuda é solta na Laje de Santos após 4 meses de reabilitação; VÍDEO

Instituto Gremar tratou a espécie ameaçada de extinção para voltar ao mar com segurança

Após quatro meses de reabilitação, uma tartaruga-cabeçuda foi solta pela equipe do Instituto Gremar  no Parque Estadual Marinho da Laje de Santos. A iniciativa, fruto do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), aconteceu nesta quinta-feira (28). 

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Ameaçada de extinção, a tartaruga-cabeçuda foi resgatada no dia 7 de setembro de 2020, em Itanhaém, no litoral sul. Desde então, o animal recebeu os cuidados necessários na Unidade de Estabilização de Praia Grande e no Centro de Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos, no Guarujá. Ele estava em estado grave, com anemia severa.

De acordo com o Instituto Gremar, o procedimento que contribuiu consideravelmente para a melhora da tartaruga foi uma transfusão sanguínea, que aconteceu graças à doação de um animal da mesma espécie que estava em atendimento no Projeto Tamar, em Ubatuba (SP). 

Tartaruga-cabeçuda estava com anemia severa quando foi resgatada em Itanhaém, no litoral sul. (Foto: Divulgação/Instituto Gremar)

"A partir da transfusão, a evolução clínica da tartaruga se deu gradativamente. Começou a se mostrar mais ativa, a comer espontaneamente e passou a ocupar um tanque de maior volume de água, para nadar com mais liberdade e fortalecer sua musculatura", relatou o Gremar em nota para ATribuna.com.br

Carnívora, a tartaruga-cabeçuda tritura as presas com suas poderosas mandíbulas e bico córneo. Por isso, na última semana de reabilitação foram oferecidos caranguejos vivos no tanque, para estimular seu comportamento predatório. O animal respondeu à ação, atingindo o peso de 78 kg antes da soltura, que foi confirmada após a realização de exames clínicos.

Cuidados com a pandemia

Seguindo as recomendações das autoridades de saúde por conta pandemia de Covid-19, o Instituto Gremar, a coordenação do PMP-BS área SP e a Petrobras estão adotando medidas rígidas para prevenir o contágio da doença e dar continuidade ao trabalho de resgate e reabilitação de animais marinhos. 

Entre as medidas, estão o uso de equipamentos e insumos adequados, o trabalho em home office do setor administrativo e a restrição do número de colaboradores nos recintos dos animais, salas de cirurgia e manejo. 

Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos

Conduzido pelo Ibama, o projeto busca tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, por meio do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos. 

O Gremar monitora o Trecho 9, compreendido entre São Vicente e Bertioga. Para acionar o serviço de resgate de mamíferos, tartarugas e aves marinhas, vivos debilitados ou mortos, entre em contato pelos telefones 0800 642 3341 ou (13) 99711 4120.

Instituto Gremar realiza a soltura após reabilitação dos animais. (Foto: Divulgação/Instituto Gremar)
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