Santos foi eleito em 2022 para representar parte de Nova York e seus subúrbios (Reprodução Instagram/Donald Trump) George Santos, ex-deputado norte-americano de origem brasileira, deixou a prisão na madrugada deste sábado (18) após ter sua pena reduzida por decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A medida encerrou antecipadamente uma sentença de mais de sete anos relacionada a acusações de fraude financeira e roubo de identidade. Santos foi eleito em 2022 para representar parte de Nova York e seus subúrbios, mas teve uma trajetória curta no Congresso. Ele acabou expulso após uma série de escândalos que revelaram mentiras em seu currículo e irregularidades em sua campanha eleitoral. Durante o processo judicial, o ex-parlamentar admitiu ter inflado valores de arrecadação e falsificado nomes de doadores para garantir o apoio de setores do Partido Republicano. As investigações mostraram que ele construiu sua imagem pública com informações falsas sobre formação acadêmica, experiência profissional e até sobre a história de sua família. Entre as falsidades divulgadas estavam passagens inexistentes por instituições financeiras renomadas e estudos nunca realizados em universidades norte-americanas. Também vieram à tona alegações inventadas sobre a fuga de seus avós durante a Segunda Guerra Mundial, usadas para reforçar seu discurso político. Com um mandato de apenas 11 meses, Santos se tornou figura central de polêmicas em Washington. Foi isolado por colegas legisladores, perdeu espaço em comissões e virou alvo frequente de críticas e sátiras na mídia. A decisão de Trump de comutar a pena foi anunciada publicamente nesta sexta-feira e gerou forte repercussão política. Aliados do ex-presidente viram a medida como um gesto de alinhamento, enquanto críticos apontaram favorecimento a um político condenado por crimes graves. A libertação de Santos marca mais um capítulo controverso de sua trajetória política, que começou com promessas de renovação e terminou com processos criminais e descredibilidade pública.