Mapa com alerta para tsunami (Reprodução/Sistema de alerta de tsunamis dos EUA) Um terremoto de magnitude 7,4 ocorreu neste domingo (20) a cerca de 144 km a leste de Petropavlovsk-Kamchatsky, na península de Kamchatka, Rússia. Em resposta, surgiram alertas de tsunami em diversas regiões do Pacífico — incluindo Havaí, Canadá, Japão e até o litoral russo — mas, após análise, todos os alertas foram suspensos por não haver sinais de ondas destrutivas. Detalhes do evento sísmico e alertas Segundo o USGS (Serviço Geológico dos EUA), o tremor atingiu 7,4 de magnitude e foi acompanhado por outros abalos menores, como um de magnitude 6,7. Por estar subaquático e em área de falha ativa, o terremoto gerou preocupação imediata com a possibilidade de tsunami. As agências de alerta do Pacífico (PTWC e USNTWC) emitiram recomendações preventivas para evacuação costeira nas regiões afetadas. No Havaí, o alerta chegou a ser divulgado às 21h03 (hora local), com expectativa de ondas por volta das 2h43. Contudo, cerca de 40 minutos depois, a condição foi revista e o estado de "watch" rebaixado para "all clear" — sem risco imediato. Impacto global (e nulo) do alerta Canadá, Indonésia e Japão também chegaram a declarar alerta de tsunami, alertando moradores em áreas baixas para ficarem atentos. Porém, com o monitoramento das boias e sensores sísmicos, todas as mensagens de risco foram suspensas sem acionamento de evacuação People.comIndiatimesAP News. No lado russo, especialistas estimaram que apenas pequenas ondulações, de até 60 cm, poderiam chegar às costas — confirmando a ausência de perigo. Por que o risco foi descartado? Apesar da magnitude expressiva, o tremor apresentou características — como profundidade (20 km) e epicentro no mar — que não configuram, necessariamente, deslocamento significativo de volume d’água. A proximidade com registro histórico de 1952, que causou tsunami, foi monitorada. Porém, longe da intensidade necessária para gerar ondas destrutivas