Papa Francisco morreu na madrugada desta segunda-feira (21), vítima de um AVC e colapso cardiocirculatório (Stefano Porta /DIA ESPORTIVO/AE) Jorge Mario Bergoglio, o papa Francisco, morreu na madrugada desta segunda-feira (21) aos 88 anos. Ele foi o primeiro pontífice latino-americano e ficou 12 anos à frente da Igreja Católica. Desde 2022, vinha lutando contra problemas de saúde. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Um acidente vascular cerebral (AVC) e colapso cardiocirculatório foram a causa da sua morte, segundo divulgou o Vaticano. Com sua morte, vários procedimentos devem ocorrer na sequência. Entenda cada um dos processos até a escolha do novo papa: Cerimônias após a morte do papa Francisco Veja o que acontece, passo a passo 1. Velório – Basílica de São Pedro O funeral do papa Francisco deve começar entre sexta-feira e domingo, segundo o Vaticano. O corpo será velado na Basílica de São Pedro por três dias, em um caixão de madeira simples, simbolizando a humildade do pontífice. Esta será a primeira vez que um papa será enterrado em apenas um caixão. Tradicionalmente, eram utilizados três (cipreste, chumbo e olmo), com documentos papais e saco de moedas representando o pontificado. A missa fúnebre também será celebrada na Basílica de São Pedro. Missas continuarão sendo celebradas em memória de Francisco por nove dias após a sua morte. 2. Sepultamento – Basílica de Santa Maria Maggiore O local foi escolhido pelo próprio papa Francisco, em vez da tradicional Basílica de São Pedro, no Vaticano. A última vez que um papa foi sepultado fora da Basílica de São Pedro foi em 1903, com o enterro de Leão XIII. 3. Conclave – Capela Sistina Localizado no Palácio Apostólico, o conclave ocorrerá na Capela Sistina, onde os cardeais se reúnem para eleger o novo papa. Desde 1878, todos os conclaves são realizados na Capela Sistina. O conclave deve começar no mínimo 15 dias após a morte do papa. Participarão 135 cardeais votantes: 53 da Europa 37 das Américas 23 da Ásia 18 da África 4 da Oceania O Brasil tem sete cardeais entre os eleitores (abaixo) João Braz de Aviz (Divulgação), Orani João Tempesta (Arquidiosece de S. Sebastião), Sérgio da Rocja (Arq. São Salvador), Paulo Cezar Costa (Arq. Brasília); embaixo: Leonardo Ulrich Steiner (Arq Manaus); Jaime Spengler (Arq. Porto Alegre) e Odilo Pedro Scherer (Arq. São Paulo) () 4. Funcionamento do Conclave A votação é conduzida por nove cardeais sorteados, divididos em três funções: Três escrutinadores: verificam e contam os votos. Três revisores: fiscalizam os escrutinadores. Três infirmarii: recolhem os votos de cardeais que não podem se locomover. Todos os cardeais fazem um juramento, com a mão sobre o Evangelho, prometendo jamais revelar o que for dito ou feito no conclave. A quebra do juramento leva à excomunhão. 5. O Processo de Votação O eleitor preenche a cédula, pronuncia seu juramento e deposita o voto na urna. Juramento: “Ponho por testemunha a Cristo Senhor, que me julgará, que dou meu voto a quem na presença de Deus acho que deve ser eleito.” Os escrutinadores realizam a contagem: O primeiro retira o voto e lê o nome. O segundo confere o nome. O terceiro lê em voz alta e escreve o nome do escolhido. Após a contagem, um escrutinador fura as cédulas com uma agulha sobre a palavra eligo (“elejo”, em latim), amarra com uma linha e coloca em um recipiente. São necessários 90 votos para eleger o novo papa. Os votos são queimados: Se houver eleição, a fumaça da chaminé será branca. Caso contrário, um produto químico é adicionado para que a fumaça fique preta. 6. A Escolha do Novo Papa Após aceitar o cargo, o novo papa se dirige à Sala das Lágrimas, na Capela Sistina, onde veste pela primeira vez as roupas papais. Em seguida, recebe os votos de obediência dos cardeais. Por fim, ele se apresenta ao mundo da janela central da Basílica de São Pedro, onde concede sua primeira bênção aos fiéis reunidos na Praça São Pedro.