Palácio de Belém, residência oficial do presidente português desde a instituição da República, em 1910 (Museu da Presidência da República de Portugal/Divulgação) Portugal realiza neste sábado (17) e no domingo (18) eleição para presidente da República. A votação não se restringe aos cidadãos que vivem no país europeu: todos os portugueses natos ou naturalizados, maiores de 18 anos e inscritos no recenseamento eleitoral podem votar, mesmo residindo no exterior. Na Baixada Santista, estima-se que cerca de 15 mil moradores estejam aptos a participar do pleito. A eleição vai definir o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio de Belém. No fim do segundo mandato, o atual presidente não pode concorrer novamente. Cenário aberto O cenário é considerado um dos mais abertos desde a redemocratização portuguesa, com 11 candidaturas validadas pelo Tribunal Constitucional. As sondagens indicam grande chance de segundo turno, marcado para 8 de fevereiro, caso nenhum concorrente atinja mais de 50% dos votos válidos. Quem pode votar e onde Podem votar cidadãos portugueses com 18 anos ou mais, residentes em Portugal ou no exterior, desde que estejam regularmente inscritos no recenseamento eleitoral. No Brasil, o voto é presencial, realizado em consulados e na embaixada, mediante apresentação de documento português válido, como Cartão de Cidadão ou passaporte. Em Santos, o escritório consular fica na Avenida Ana Costa, 25, 5º andar, Vila Mathias. Neste sábado (17), o horário de votação é das 8 às 19 horas e, no domingo, das 8 às 17 horas. Os candidatos Onze candidaturas foram validadas pela Comissão Nacional de Eleições. Estes são os concorrentes: André Pestana, André Ventura (Chega), António Filipe (PCP), António José Seguro (PS), Catarina Martins (BE), Henrique Gouveia e Melo, Humberto Correia, João Cotrim de Figueiredo (IL), Jorge Pinto (Livre), Luís Marques Mendes (PSD/CDS), e Manuel João Vieira. Importância O cônsul-geral adjunto de Portugal em São Paulo, Jorge Rodrigues, destaca a importância do voto mesmo para o português ou a pessoa com cidadania que não vive em Portugal. “O direito ao voto é uma conquista da democracia. Estamos escolhendo para o mais alto cargo de um país, o presidente. Votar é participar desse processo democrático”, conclama.