Sentença saiu após sete semanas de julgamento (Reprodução/Instagram) O tribunal de Nova York decidiu nesta quarta-feira (2) pelo absolvição de Sean “Diddy” Combs das acusações de tráfico sexual e conspiração criminosa. Entretanto, ele foi condenado em duas acusações menores relacionadas ao transporte para fins de prostituição. Após sete semanas de depoimentos, inclusive de duas ex-namoradas — entre elas a cantora Cassie Ventura —, o júri declarou o magnata da música não culpado das acusações mais graves, como tráfico sexual por força, fraude ou coerção, e crime eletrônico organizado. Contudo, foi considerado culpado em dois dos cinco pontos do processo: transporte interestadual de pessoas para prostituição, o que pode acarretar pena máxima de até 20 anos, conforme o tribunal. O processo incriminava Combs por supostamente orquestrar um esquema de "freak-offs" — estrelas do sexo, vídeos, coerção e uso de drogas — durante eventos sexuais organizados entre 2008 e 2018. A defesa argumentou que os relacionamentos com as ex-parceiras eram consensuais e que o cantor apenas participava de um “estilo de vida swinger”. Um dos fatores decisivos para a absolvição das acusações mais graves foi a avaliação de que o júri não comprovou coerção sexual ou associação criminosa com padrão de tráfico. Já a condenação por transporte de pessoas decorreu de evidências de que Combs organizou viagens interestaduais para práticas sexuais remuneradas, infringindo a Lei Mann — que pune quem facilita prostituição por via interestadual. Entre as testemunhas estavam Cassie Ventura e outra mulher identificada apenas como "Jane", que relataram pressão, uso de substâncias controladas e coerção emocional. Foram ouvidas ainda 34 testemunhas no total. Apesar disso, o júri optou por absolver Combs nos crimes mais graves, diferindo sobre os comportamentos percebidos como consentidos e os classificados como exploração Após o veredito, Diddy, de 55 anos, foi instruído a permanecer preso até o juiz Arun Subramanian deliberar sobre possível fiança e sua soltura até o julgamento da sentença. A acusação havia avaliado as penas em até 20 anos, mas evitou a prisão perpétua, que era risco caso a condenação em tráfico sexual fosse confirmada.