O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, afirmou que os russos continuaram os bombardeios mesmo após o início do cessar-fogo (Reprodução/Twitter) Rússia e Ucrânia trocaram acusações neste domingo (20) sobre a violação de um cessar-fogo temporário anunciado por Moscou para o período da Páscoa. Apesar da ordem do presidente Vladimir Putin para interromper as atividades militares ao longo da linha de frente até a meia-noite, os dois lados relataram centenas de ataques. A medida, que pretendia marcar uma trégua simbólica em meio ao conflito que já dura três anos, teve pouca eficácia prática no campo de batalha, segundo os relatos das autoridades e forças militares envolvidas. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, afirmou que os russos continuaram os bombardeios mesmo após o início do cessar-fogo, com dezenas de ofensivas sendo registradas desde a noite de sábado. Do lado russo, o Ministério da Defesa afirmou que a Ucrânia violou o acordo mais de mil vezes, incluindo centenas de disparos de artilharia e ataques com drones contra posições militares e civis, atingindo áreas sensíveis como a Crimeia e regiões de fronteira, entre elas Bryansk, Kursk e Belgorod. Ambos os lados alegam danos a infraestruturas e mortes entre civis. Apesar dos relatos de diminuição pontual nos combates, inclusive por observadores militares de ambos os países, o cessar-fogo não se sustentou como uma trégua efetiva. A dificuldade em manter até mesmo uma pausa simbólica reforça o desafio enfrentado por lideranças internacionais, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que busca um acordo duradouro para encerrar o conflito. Segundo declarações recentes, os EUA podem abandonar os esforços de mediação caso não identifiquem avanços concretos nas negociações.