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Quarta-feira

26 de Junho de 2019

Encontro é primeiro passo para o Novo Ensino Médio

Técnicos de secretarias de Educação do país discutiram mudanças propostas para escolas

A mudança do Ensino Médio começou esta semana, em São Paulo, com o 1º encontro formativo para construção dos currículos. O objetivo foi debater e orientar técnicos de secretarias de Educação do país. 

A formatação de um novo currículo é o que colocará no dia a dia dos estudantes as mudanças propostas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e as diretrizes aprovadas no fim do ano passado.

Promovido pela Frente de Currículo e Novo Ensino Médio, do Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Educação (Consed), o evento reuniu cerca de 150 técnicos.

“Agora é o momento de formatar os currículos de acordo com as diretrizes. Por isso, fizemos este evento com o objetivo de orientar as secretarias”, explica Helio Queiroz Daher, superintendente de políticas educacionais do Mato Grosso do Sul e coordenador técnico da frente.

Segundo ele, é importante deixar claro que os currículos partem da BNCC, mas cada estado constrói o seu. E, conforme Daher, esse é um desafio grande, principalmente na definição dos itinerários formativos, que são as opções de aprofundamento nas diferentes áreas que o aluno poderá optar.

Os itinerários estão divididos em cinco áreas de conhecimento: Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Formação Técnica e Profissional.

Cada um destes itinerários deve se organizar a partir de quatro eixos estruturantes: Investigação Científica, Processos Criativos, Mediação e Intervenção Sociocultural e Empreendedorismo.

"É um desafio. Principalmente se considerarmos que muitos estados trocaram suas equipes e precisam de orientação e dessa discussão mais aprofundada para que possam se organizar".

Datas

Conforme as resoluções, em 2019 o ano em que deve acontecer o processo de construção do currículo. Em 2020, o foco deverá ser a formação de professores para que, em 2021, as mudanças cheguem de fato nas salas de aula. “Temos o segundo semestre deste ano para a escrita e uma primeira versão para colocar em discussão com a sociedade”, diz.

Esse documento ainda precisará passar pela normatização dos conselhos estaduais de Educação. E esses órgãos, afirma o superintendente, terão a missão - nada fácil - de costurar, com as normatizações, esse currículo com os currículos dos anos finais do Ensino Fundamental e também do Ensino Superior. 

“Esse encontro foi importante para mostrar que os estados precisam realizar um diagnóstico da própria rede em relação à estrutura e recursos humanos. Precisam organizar momentos de escuta com os professores, estudantes e com a própria sociedade para entender quais as expectativas deles”.