Vai comprar na Black Friday? Confira dicas para não ter problemas

Especialistas indicam o que consumidor deve fazer para comprar com segurança e não cair em golpes

Por: Da Redação  -  13/11/18  -  11:27
Hábito de pesquisar preços é uma das dicas mais importantes
Hábito de pesquisar preços é uma das dicas mais importantes   Foto: Carlos Nogueira/AT

Aberta a contagem regressiva para a data mais esperada pelos consumidores que gostam de economizar: a Black Friday, que acontece no dia 23 deste mês. A promoção que já faz parte do calendário anual das principais lojas deve movimentar R$ 2,5 bilhões, estimam os organizadores – valor 19% maior do que o movimentado ano passado. Dados da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) citam que duas em cada cinco compras da Black Friday são antecipação para o Natal.


Faltando menos de duas semanas para o grande dia, o consumidor que navega pela internet já é bombardeado com ofertas e promoções. Mas é preciso cuidado para não cair no canto de sereia – ou mesmo em algum golpe.


“A dica é se planejar: faça a lista de compras do que você precisa, pesquise e anote os preços para saber se a promoção no dia do evento está dentro do que você quer e pode pagar”, orienta o diretor-geral do site blackfriday.com.br, Ricardo Bove.


Além de verificar se o volume de compras cabe no seu bolso, outro cuidado é evitar ser vítima de propaganda duvidosa. O professor de Economia da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), João Branco, lembra que ofertas falsas fizeram com que a campanha recebesse o apelido de Black Fraude no País. “Os consumidores acompanham hoje a trajetória dos preços de forma a verificar se os descontos são efetivos”.


Inflacionar


Levantamento feito pela Google mostrou que 38% dos entrevistados não confiam nas promoções. Uma prática comum de comerciantes é inflacionar o preço na véspera do evento, concedendo descontos que não são reais.


“É a chamada maquiagem de preços, que pode ser considerada publicidade enganosa, e o estabelecimento que a adotar pode ser penalizado”, explica o advogado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Christian Printes.


De acordo com a Fundação Procon, ao menos uma em cada quatro queixas registradas na Black Friday do ano passado dizem respeito a esse problema. Em Santos, técnicos do órgão de defesa do consumidor fizeram nos dois últimos meses um levantamento de preço nas principais lojas da Cidade. A intenção é comparar se os valores das mercadorias estarão condizentes com os descontos oferecidos no dia 23.


“Foram mais de 500 itens analisados. É uma forma de auxiliar o consumidor a ter uma referência de preço, porque esse é o segredo para que ele não seja enganado”, diz o coordenador do Procon-Santos, Rafael Quaresma. A relação pode ser conferida no site da Prefeitura de Santos (www.santos.sp.gov.br).


Quaresma afirma que as mesmas regras válidas em compras em lojas físicas também valem para o comércio virtual. “O consumidor pode buscar informações sobre a reputação dos sites (e-commerce) em fóruns especializados”. O coordenador diz que o órgão mapeou mais de 300 endereços eletrônicos não confiáveis, com descumprimento de oferta, entrega de produto errado ou danificado. “Essa lista evita em larga escala cair num golpe”, continua.


Queixas de compras feitas pela internet devem ser registradas no Procon estadual. O órgão aconselha que os internautas enviem prints das páginas para as denúncias. Já a Associação de Consumidores Proteste, por sua vez, lançou a ferramenta Mais Barato Proteste, que realiza uma busca das melhores ofertas de 30 lojas. Basta acessar o site maisbarato.proteste.org.br e fazer a comparação dos preços dos produtos selecionados.


Origem


Tradicional venda pré-Natal do comércio norte-americano, a Black Friday desembarcou no Brasil em 2010, e registra crescimento no volume de venda a cada ano. O diretor-geral do site blackfriday.com.br, Ricardo Bove, diz que não são apenas promoções de smartphones, televisores e eletrodomésticos.


Neste ano, há desconto nos preços de viagens, intercâmbios e cursos, aquisição de veículos e assinaturas de aplicativos de relacionamento.


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