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Quarta-feira

5 de Agosto de 2020

Ouro bate recorde devido à incerteza com dólar no exterior

Valorização acumulada em Nova Iorque é de 25% no ano; no Brasil, contratos do metal já subiram 56%

O preço do ouro bateu recorde nesta segunda-feira (27) após a sétima alta seguida no mercado internacional, a US$ 1.931 a onça-troy (medida de 31,1035 gramas), acumulando alta de 25,73% de janeiro até agora. 

A disparada do metal, que é um ativo procurado nos períodos de incerteza, é reflexo da queda do dólar no exterior, das tensões entre China e Estados Unidos e da persistência da covid-19 nos EUA. 

O enfraquecimento do dólar, que também é um ativo em tempos de dúvidas com o futuro, é associado aos especialistas à injeção de capital pelos EUA para estimular a economia. 

Emissão de moeda pelo Federal Reserve, o banco central americano, e a manutenção dos juros em níveis baixíssimos também pelo Fed acabam por aumentar a procura pelo ouro, segundo analistas. É a resposta ao enfraquecimento da moeda mais procurada do mundo, o dólar.

No Brasil, o metal é negociado na B3 (antiga Bovespa). A cotação atingiu R$ 319,00 ontem, uma alta maior ainda do que no mercado externo, de 56%. 

O investimento em ouro é recomendado como diversificação, pois é altamente instável. A recomendação é concentrar no metal entre 3% e 10% dos investimentos financeiros. 

Há três possibilidades para comprar ouro. A primeira é adquirir a barra, que tem a desvantagem dos riscos de mantê-la em casa e a falta de liquidez (pode ser demorado achar comprador rapidamente). 
Há grandes investidores que preferem comprar ouro físico porque desconfiam da solidez do mercado financeiro, acreditando que contratos de ouro não têm a mesma segurança em caso de forte crise. 

Também é possível comprar ouro por meio de contratos da B3 equivalentes ao lote padrão de 250 gramas, chamados de OZ1D, e o fracionado de 10 g, OZ2D. Com a grama cotada a R$ 319, esses ativos custavam ontem, respectivamente, R$ 79,75 mil e R$ 3,19 mil. 

Há ainda a possibilidade de investir por meio de fundos, que exigem investimento abaixo das opções acima.

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