Onde investir: Imobiliários de papel

Com a queda da inflação, o jogo começou a se inverter nos fundos imobiliários

Por: Marcelo Santos  -  29/10/22  -  13:30
  Foto: Imagem ilustrativa/Pixabay

Com a queda da inflação, o jogo começou a se inverter nos fundos imobiliários. Agora, a modalidade de papel começa a ter suas cotas desvalorizadas e a reduzir os rendimentos distribuídos mensalmente. A tendência é que o segmento de tijolo, dono de galpões, torres corporativas e de imóveis alugados para inquilinos empresariais, shoppings e universidades, fique mais interessante, se a economia ganhar tração.


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Os fundos de papel investem em títulos imobiliários (CRI, LIG ou LCI) atrelados à inflação ou ao CDI, que deriva da taxa Selic. Portanto, se o IPCA cai, é previsível que paguem menos. O CVBI11 desvalorizou 12,5% desde o pico em abril e seu rendimento, de R$ 1,50 em junho, neste mês foi de R$ 0,66 (para 100 cotas, resultante de um investimento hoje de R$ 9 mil, teria recebido R$ 150 em junho e agora R$ 66).


Apesar do grande atrativo ser o rendimento mensal (todo FI distribui no mínimo 95% do lucro aos cotistas), é preciso ficar atento ao preço da cota, que é comprada por unidade na Bolsa. Os FIs, apesar de estarem atrelados a imóveis, são renda variável, mas como os aluguéis de suas propriedades ou a indexação dos títulos (dos fundos de papel) são corrigidos por índices de inflação ou CDI, são menos voláteis que as ações. Por isso, atraem os pequenos investidores moderados.


Queda mais bruscas podem ocorrer quando se noticia que um grande inquilino vai se mudar ou deu o calote no aluguel. O contrário também se verifica com a locação para uma excelente empresa em um contrato de longo prazo.


Analistas lembram que os fundos de papel, por reduzirem seus rendimentos, não devem ser abandonados, lembrando que a escolha de um FI não pode ser definida só pelo tamanho do pagamento mensal – ele precisa ser bem gerido e ter ótimos ativos, como títulos ou propriedades, que vão dar rendimentos sustentáveis por mais tempo. Com a alta da inflação, os FIs de papel pagaram acima do normal. Chegou a hora do ajuste e de repente a oportunidade de encontrar cotas com preços mais baixos.


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