Onde investir: Efeito das vacinas na bolsa

Mercado está mais confiante na eficácia não só de uma, mas de um conjunto de vacinas contra a Covid-19, o que já começou a modificar tendências de setores específicos

As incertezas da pandemia, eventuais falhas na distribuição das vacinas ou ruídos na transição Trump-Biden podem sacudir as bolsas. Mesmo que isso não aconteça, sustos moderados não estão descartados. O certo é ser cuidadoso quando se investe em ações. Entretanto, o mercado está mais confiante na eficácia não só de uma, mas de um conjunto de vacinas, o que já começou a modificar tendências de setores específicos. É o caso do varejo on-line, que está entre os mais beneficiados pela pandemia. Há empresas que subiram sem parar nos últimos meses e que inverteram o caminho e passaram a cair, como Magazine Luiza (queda mensal de 5,7%). Porém, outras companhias importantes, que caíram muito devido à pandemia, ficaram baratas. Elas aproveitaram as dificuldades para buscar eficiência e cortar gastos. 

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Basta observar dois ícones da bolsa, que também estão em um contexto mais vantajoso estimulado pelas vacinas. A Petrobras faz um ajuste brutal de custos e pode ser beneficiada pela estabilidade do barril tipo Brent se a economia mundial engrenar no próximo ano. Já a Vale tende a aumentar a produção, o que deve dificultar a alta do minério de ferro devido à oferta abundante, mas mantendo um faturamento em expansão com os investimentos da China em negócios que demandem aço. Em ambos os casos, analistas esperam valorização, mas sem estufar o peito. Há ainda as elétricas. Apesar de elas terem receitas garantidas, (não estavam tão expostas quanto empresas de consumo), perderam valor no pânico das bolsas. As bem gerenciadas devem se recuperar mais rápido, lembrando que o setor de energia elétrica tem outra vantagem – essas companhias são ótimas pagadoras de dividendos. 

Retornando ao e-commerce, não significa que essas companhias perderam a atratividade. As melhores desse segmento poderão valorizar muito mais por se diferenciarem das concorrentes. Portanto, Magalu, Via Varejo, Amazon, AliBaba e Mercado Livre podem ter muito a revelar. 

Já os bancos geram discórdia. Pagam bons dividendos e estão superbaratos, mas vivem momento adverso com a concorrência das startups e o impacto da tecnologia em seus serviços. Talvez não tenham como crescer. Mas há teses de que os cinco grandes, de tão poderosos, vão comprar essas startups para se adaptarem rapidamente. 

Sangue frio

A sensação de perda quando a bolsa despenca é horrível até para os mais experientes. Entretanto, o prejuízo se consumará apenas se você vender a ação na baixa. A espera, porém, pode levar meses. Por isso, é necessário fazer a reserva de emergência (valor até seis vezes das suas despesas mensais) em produtos conservadores, como Tesouro Selic e CDBs. Jamais invista na bolsa recursos que podem ser sacados no curto prazo para contas e outros compromissos. 

Medo da bolsa

Se você não tem a mínima ideia de como investir em ações ou tem medo da bolsa, mas gostaria de experimentar esse mercado, a dica é começar aos poucos e pelas laterais. Não invista de vez uma bolada em ações. Defina um pequeno valor mensal para fundo de ações para ir se acostumando. Invista na bolsa até no máximo 5% de seu patrimônio para se proteger de grandes quedas. Se isso ocorrer, não retire o dinheiro. Se quiser sair, espere a ação se recuperar da perda. 

Fundos de ações

No buscador Yubb, os melhores cinco fundos de ações nos últimos cinco anos renderam por volta de 35% ao ano, lembrando que no período são considerados o excelente 2019 (a bolsa subiu 32%) e a queda da pandemia (de 30% a 80% conforme a ação). No Yubb, o melhor CDB para resgate em cinco anos prefixado paga 8,25% ao ano. Portanto, você pode equilibrar o retorno elevado de alto risco da bolsa com a estabilidade com rendimento modesto de um CDB.

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