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Terça-feira

22 de Outubro de 2019

Fundos imobiliários fisgam as atenções de investidores, dizem analistas

Investimento é alternativa para renda fixa, mas exige cuidado

O segmento de fundos imobiliários (FIs), segundo analistas, é um dos candidatos a receber investimentos de poupadores insatisfeitos com a renda fixa, como a caderneta.  

Enquanto a caderneta paga abaixo de 4% ao ano e a taxa Selic, base da renda fixa, está em 5,5% e deve cair para 5%, conforme o próprio Banco Central, alguns FIs entregam rentabilidades astronômicas.  

É o caso do Continental Square Faria Lima, dono de um edifício corporativo na Vila Olímpia, na Capital, que em 12 meses contados até agosto valorizou 84%. Outro exemplo é o fundo Shopping West Plaza, com alta de 78%.  

Além da rentabilidade passada não ser garantia de rendimento futuro, os investidores conservadores devem ficar atentos, pois os FIs são renda variável, apesar de serem donos de imóveis com contratos de índices, como os de aluguel.  

Os FIs são uma oportunidade para comprar imóveis por meio de cotas por alguns reais (geralmente por volta de R$ 100). Cada dono desse pequeno pedaço será remunerado com mini aluguéis talvez todo mês.  

Essas cotas são negociadas na bolsa. Portanto, variam para cima ou para baixo a todo momento. Para arrojados, isso será sempre uma oportunidade. 

Por isso, não se iluda com os rendimentos elevadíssimos dos dois fundos citados. Há casos de rentabilidade negativa. Além de shopping e prédios comerciais, os FIs investem em sedes para agências bancárias, hospitais e escolas, incorporação imobiliária (construção e venda), galpões logísticos e papéis imobiliários, como Cris e LCIs. 

Se houver calote ou vacância (falta de inquilino), não haverá pagamento de aluguel e é bem provável que a cota sofra desvalorização. Assim, é essencial identificar FIs muito bem administrados. 

Além da possibilidade de mais valorização se a economia se recuperar, paga-se imposto apenas na hora de vender a cota.  

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