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Frustração estimula ataque a Wall Street

Pequenos investidores desafiam fundos

Por: Do Estadão Conteúdo  -  31/01/21  -  16:50
Atualizado em 31/01/21 - 17:00
Frustração estimula ataque a Wall Street
Frustração estimula ataque a Wall Street   Foto: Adobe Stock

A frustração e a raiva de uma geração de jovens com o aumento das desigualdades financeiras nos EUA, agravada pela crise da covid-19, seriam as explicações para o ataque dos <FI5>day traders</FI> (investidor que busca lucro com compra e venda de ações dentro de 24 horas), nos últimos dias, contra Wall Street.


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Um movimento especulativo elevou as ações de empresas destinadas à falência, como a GameStop. Quase uma década depois que o movimento de protesto Ocupar Wall Street foi encerrado com poucos resultados, a “cidadela” do poder financeiro enfrenta um novo ataque, apontam estudiosos de finanças.


Os day traders, mobilizados em uma sala de bate-papo da rede social Reddit, despejaram todo o dinheiro que puderam na compra de ações da varejista de videogames em dificuldades e também de algumas outras empresas, como AMC (cinemas), consideradas pelo mercado como derrotadas ou ultrapassadas.


A compra deles inflou os preços das ações dessas empresas além do que poderia se imaginar - e, não por coincidência, infligiu enormes perdas aos chamados fundos de hedge, dos super-ricos, que apostaram na queda das ações.


Fragilidade


A raiva e o ímpeto obstinado de escolher financistas poderosos de Wall Street causaram arrepios nos investidores comuns e aumentaram os temores sobre a fragilidade dos mercados em geral, após um período prolongado de ganhos de ações alimentados por taxas de juros baixíssimas. Esses temores fizeram com que o índice S&P 500 sofresse a pior semana de perdas desde outubro.


De acordo com o World Inequality Database, dirigido por Emmanuel Saez e Gabriel Zucman, 1% dos americanos mais ricos embolsaram mais lucros, cerca de 19%, antes do desconto dos impostos, em 2019, na comparação com menos de 11% em quatro décadas anteriores.


O economista da Universidade de Nova Iorque, Edward Wolff, descobriu que os 10% dos americanos mais ricos dominam cerca de 85% do mercado acionário.


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