[[legacy_image_291971]] O ministro da Fazenda em exercício, Dario Durigan, afirmou, nesta sexta-feira (25), no fórum do Esfera Brasil, em Guarujá, que a intenção do governo não é realizar uma “tributação draconiana (severa ou rígida)” nos fundos fechados, conhecidos no mercado como investimentos para os super-ricos. Durigan fez a declaração ao ser questionado se a proposta de tributação de fundos fechados não afastaria investidores do Brasil. Segundo Durigan, o mercado está sendo ouvido. “Estamos ouvindo o mercado para que a gente faça algo razoável, que seja dentro de uma curva ótima de atrair os investidores e explicar as vantagens disso e, ao mesmo tempo, recompor as receitas que a Fazenda precisa para equacionar as contas públicas e avançar nos programas sociais”, disse. Durigan afirmou que, além da tributação dos fundos fechados no Brasil, há também uma discussão para tributar as offshores (empresas abertas no exterior), e que essa discussão busca fazer uma recomposição de receitas que são perdidas com o reajuste da tabela do Imposto de Renda da pessoa física. Segundo Durigan, a discussão está “bem pactuada” na Câmara e no Senado. O ministro em exercício, que é secretário-executivo de Fernando Haddad, lembrou que a antecipação da aprovação do arcabouço fiscal (substituto do teto de gastos que limita as despesas do governo), o qual ele classificou como “rígido”, foi outra sinalização do governo ao mercado. “A antecipação nos garantiu muita estabilidade e muita confiabilidade no mercado, seja no Brasil, seja no exterior”, disse. Ainda segundo Durigan, o arcabouço servirá como parâmetro para as peças orçamentárias para 2024, que serão encaminhadas ao Congresso na próxima semana. Segurança jurídicaA segurança jurídica também foi tema de debates em um dos painéis no fórum. Segundo o ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Vinícius Marques de Carvalho, que participou da discussão, o momento do Brasil é de reconstrução das instituições. “A CGU tem atuado para melhorar a qualidade das nossas instituições, para garantir a transparência, o acesso à informação e a integridade das nossas políticas públicas”.