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Sexta-feira

18 de Outubro de 2019

Economistas listam cinco passos para quitar dívidas e manter saldo bancário positivo

Especialistas afirmam: é possível sair do vermelho e colocar as contas em dia

Se você nem dorme sonhando em se livrar das dívidas e colocar o orçamento em ordem, prepare-se e fique atento aos cinco passos que podem levá-lo rumo ao controle financeiro.  

A missão não é simples, mas vale trilhar o caminho. Antes de pegar o celular ou papel e caneta, monitore suas emoções, pois elas podem minar seus planos, explica a contadora e orientadora pessoal Dora Ramos. 

Acostumada a ajudar pessoas em descontrole financeiro, ela conta que aprender a lidar com o emocional é a base para transitar do vermelho latente no extrato do banco para aquele azul tranquilizador. 

“Se a gente olhar só para as dívidas, se sente fraco para lidar com a situação. Dá uma sensação de impotência e, muitas vezes, é gatilho para novos gastos como forma de compensação”. 

Mudar a postura marca o momento da virada, ensina. “A pessoa precisa enfrentar a situação como se fosse um desafio. ‘Até tal mês pretendo chegar em determinado lugar’ e correr atrás disso”. 

O que fazer 

Saber na ponta da língua quais são os gastos diários e quanto entra de dinheiro no orçamento é fundamental para readequar as finanças e pagar as dívidas. 

“As pessoas dificilmente têm ideia para onde vai o dinheiro delas. No que se refere às despesas como aluguel, água, luz e telefone, elas sabem. Mas, no caso das pequenas contas, não. E isso tem que mudar”, informa a economista Karla Simionato. Portanto, elabore lista das contas a pagar. Veja quanto está devendo e para quem e mãos à obra. Renegocie as dívidas, reduza juros e economize para acertar os acordos. Cortar gastos e diminuir o consumo estão no rol das tarefas a serem cumpridas para fazer sobrar recursos nessa empreitada. 

Aproveite o dinheiro extra que entrará neste semestre, como saque do FGTS e 13º salário, para reforçar a missão, diz o diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira. “São valores que podem ser usados para regularizar as dívidas atrasadas ou, pelo menos, ajudar a reduzir parcelas e juros”. 

Manutenção 

Jamais esqueça o segredo do sucesso. “Não gaste mais do que ganha e faça reserva para imprevistos. Pode ser uma proporção de 90% para as despesas da família e 10% para poupar”, acrescenta Miguel.  

E nada de se render às emoções para mandar as frustrações embora. “Emoção e economia não combinam”, adverte Karla.

Fique ligado

1- Mude sua atitude  

O primeiro fator é mudar a postura. Seja mais positivo. Então, esqueça as palavras negativas. Prefira dizer: “Serei cada vez mais adimplente”.  

O aspecto mental é pouco levado em consideração, sempre que se fala sobre organização financeira e pessoal.  

Mas alterar essa conduta é um passo importante em direção à organização financeira.  

2- Levantamento  

Fazer o levantamento da situação financeira atual é o segundo passo.  

Separar as dívidas, verificar o tamanho de cada uma delas e quais têm mais possibilidades de serem cumpridas de acordo com a sua situação.  

3- Ganho x receita  

Nesse panorama devem ser incluídas as despesas da família incluindo todas as contas básicas, entre elas, aluguel, plano de saúde, escola, água, luz e telefone celular. 

A ideia é saber exatamente quanto elas consomem do seu orçamento. 

Mas muita atenção: lembre que crédito não é receita. Esqueça o limite do cheque especial e o cartão de crédito. 

4 - Despesas e decisões  

Depois de apurar as despesas que são prioritárias para manter a vida em equilíbrio, é hora de tomar decisões e escolher o caminho para quitar ou negociar as dívidas. 

Você terá de saber quanto conseguirá dispor para as futuras negociações com credores e de onde o dinheiro sairá.  

Reduzir despesas é o recomendado pelos especialistas, para se ter um bom diagnóstico em mãos. 

Avalie como pode baixar o consumo de luz e água, evitar o desperdício de comida e uma maneira de comprar alimentos mais em conta, por exemplo.  

5- Troca de dívidas  

Neste momento, vale a pena analisar a possibilidade de verificar onde obter créditos que sejam mais baratos do que a dívida atual. 

Avaliar a troca de banco também pode ser uma opção. Às vezes, para conquistar a clientela, algumas instituições reduzem juros.  

Lembre-se: essa negociação precisa se encaixar na sua realidade financeira. Ou seja, não dá para comprometer algo além da capacidade de pagamento. 

Vender um bem também deve ser levado em consideração em vez de se contratar um novo empréstimo. Faça as contas e pese essa possibilidade. 

Mas sempre tome atitudes com a participação dos familiares. Quando todos estão unidos em prol da mesma meta, fica mais fácil ou menos doloroso atingir o objetivo. 

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