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Terça-feira

22 de Outubro de 2019

Cobranças de bagagens encarecem voos ao exterior

Cobrança pela mala já está disseminada entre aéreas internacionais que operam no Brasil, mas há companhias que isentam a despesa

Além de ser atropelado pela subida do dólar, quem pretende viajar ao exterior enfrenta um segundo gasto extra – a cobrança de bagagem despachada. Essa despesa soma até US$ 115 (R$ 452) por trecho (ida ou volta) ao preço da passagem que aparece nos buscadores de voos como Skyscanner, Kayak, Melhores Destinos e Decolar. 

Diferentemente dos voos domésticos, nos quais a cobrança de bagagem despachada (a que vai no porão do avião) é uma novidade e foi aprovada mediante muito embate no Congresso, a dos voos internacionais tem amparo legal desde o final de 2016. 

Porém, segundo relatos, passageiros têm notado um uso mais assíduo da cobrança pelas empresas dos voos internacionais. Segundo o Kayak, as aéreas reduziram as franquias de bagagem no início deste ano. 

As políticas de cobrança variam de uma empresa para outra. Algumas aéreas isentam a primeira bagagem até 23 quilos, mas cobram pela segunda. Em outras, ambas são gratuitas. Mas, a grande maioria adota tarifas para as duas. Já a mala de mão é livre de taxa.

Consultar um agente de viagens é o melhor caminho para evitar dor de cabeça. Porém, para quem opta por conta própria encontrar a melhor passagem, o desafio é o custo da bagagem ficar claro depois que se obtém o preço da passagem nos sites buscadores. 

Múltiplas informações

Os sites das aéreas têm tabelas com as regras e preços das bagagens despachadas, mas são campos difíceis de entender. 

Por exemplo, uma só companhia tem quatro tipos de classes tarifárias e a mais barata não inclui a bagagem despachada – nas demais os valores variam. Em outra empresa, há isenção em um horário, mas em outro não. 

No caso do portal da Expedia, é mais prático checar a tarifa da mala – na maioria das vezes, após um clique no horário do voo, na página seguinte há um link sobre bagagens. Já a Royal Air Maroc informa a gratuidade com o símbolo de uma mala e a informação de que o valor da passagem já inclui a bagagem (não se pagará a mais). 

O presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, afirma que a cobrança da bagagem despachada nos voos internacionais com saída ou chegada ao Brasil foi autorizada por lei no final de 2016. “O Brasil aderiu a um modelo que era praticado no mundo há uns 30 anos”. 

Segundo o executivo, cobrar pela bagagem é uma decisão comercial de cada empresa. 
Sanovicz afirma que o fato do Brasil admitir uma regra que é “planetária” atrai mais empresas aéreas para ao Brasil. 

O argumento é o mesmo para a cobrança da bagagem despachada nos voos domésticos, recentemente aprovada pelo Congresso depois de um intenso debate sobre o tema. 

A recomendação do Kayak é optar por pagar a bagagem na hora da compra do bilhete e não no embarque, evitando tarifas mais caras. Para isso, não há como não gastar bom tempo lendo as regras nos sites das aéreas.

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