(Matheus Tagé/Arquivo AT) A vereadora Renata Bravo (PSD) se despediu ontem da Câmara de Santos. Às 17h31 de ontem, em discurso lido, confirmou “um enorme desafio: o de assumir a Secretaria de Desenvolvimento Social”. Seu substituto deverá mesmo ser o suplente Antonio Carlos Banha Joaquim, disse o presidente licenciado do PSD santista, Marcelo Teixeira Filho. Mais votado do que Banha no ano passado, Douglas Matos Ferreira, o Douglinhas Futsal, poderia assumir o lugar deixado por Renata. Tinha afirmado para a coluna que o faria quando fosse convocado. Mas, também ontem, declarou que “decidi dar continuidade ao projeto social no qual atuo há 25 anos. Atendemos mais de 300 crianças e adolescentes no Jabaquara”. Comentou, também, que “a suplência é provisória” e, por isso, deu preferência a “causas sociais”. Ferreira também ocupa cargo de assessoria na Prodesan. Para lembrar: no dia 23, o vereador Benedito Furtado (PSB) expôs, na Câmara, que o então ouvidor municipal, Marcos Libório, firmou termo de fomento a ser pago com R\$ 350 mil de uma emenda parlamentar que apresentou quando era vereador. O favorecido, o Instituto Vida Plena, é presidido por um então assessor da Ouvidoria. Libório se exonerou do cargo. Em seu lugar, ficará Elias Júnior, que deixará Desenvolvimento Social, pasta à qual irá Renata. Agradecimentos Renata Bravo expressou gratidão ao deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), por meio do qual, em 2013, começou na vida pública, e ao prefeito Rogério Santos (Republicanos), que no primeiro mandato a teve como vice e secretária da Mulher, Cidadania, Diversidade e Direitos Humanos. Ela também deixou a segunda vice-presidência da Câmara, a ser definida. Voltam à suplência Também se despediram, após quatro sessões, os suplentes José Ferreira dos Santos Neto, o Bombeiro Neto (Pode), e Rafael Moreira (PSOL). Na próxima sessão, estarão de volta os titulares — pela ordem, Lincoln Reis e Débora Camilo. Abor continua A Prefeitura de Santos tenta, na Justiça, a reintegração da posse da área de 5 mil metros quadrados, na Ponta da Praia, onde desde 1999 está instalada a Associação Osvaldo De Rosis (Abor). Por enquanto, sem sucesso: uma liminar negou a retomada imediata do terreno. Prazo razoável Em decisão tomada na quarta, o juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública, André Luis Maciel Carneiro, observou que a Prefeitura revogou a permissão de uso do espaço pela Abor, mas ponderou que, no ano passado, essa autorização havia sido renovada por 60 meses. E, para que deixasse o local, o Município deveria notificar a entidade “para desocupação em prazo razoável”. Ação prossegue A Prefeitura salienta, em nota, que o processo continuará tramitando, pois a liminar não é uma negativa final. O juiz deu 15 dias para que a Abor apresente defesa. A Administração diz que planeja para o terreno uma nova Vila Criativa, com cursos públicos e gratuitos. Prazo maior Em reunião com secretários municipais no Centro Cultural Raul Cortez, ontem, ambulantes de Mongaguá obtiveram mais prazo para pagar a renovação do alvará. A informação partiu do titular da pasta de Governo, Paulo Wiazowski Filho. Sete parcelas O valor, que deveria ser quitado em três parcelas entre janeiro e março, será dividido em sete: 25% em janeiro, 25% em fevereiro e 10% mensais até julho. Serão pagos de R\$ 650,00 a R\$ 1.302,00, conforme o ramo de atividade do ambulante. Mantido Permanece em pé, contudo, a obrigatoriedade de passar por um curso de capacitação e formalização, ao custo de R\$ 200,00. Quem não comparecer será considerado irregular a partir de janeiro. O trigésimo Um número de partido político está de volta: o 14. É usado pelo Missão, legenda fundada pelo Movimento Brasil Livre (MBL) cuja criação foi autorizada na terça pelo Tribunal Superior Eleitoral. Passa a ser a 30a sigla registrada no País. Catorze era o número do extinto Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).