(Vanessa Rodrigues/ AT) Na quinta-feira passada (17), ponto facultativo, a Câmara emitiu nota de repúdio a declarações ofensivas a vereadores, atribuídas à secretária de Segurança, Raquel Gallinati. Nesta terça-feira (22), o presidente da Casa, Adilson Júnior (PP), pronunciou-se de forma crítica sobre o programa Viva o Bairro, lançado nesta terça pela Prefeitura (leia mais abaixo). O vereador se lembrou de antigas iniciativas: quando era prefeito, Beto Mansur (1997-2004) tinha um programa de rádio do qual participavam os secretários municipais. Também citou ações do tipo nas gestões de João Paulo Papa (2005- 2012) e Paulo Alexandre Barbosa (2013-2020). “O prefeito ia e dava uma resposta”. Agora, pôs em xeque o novo programa, dizendo que só dará certo se houver mais do que quiosques para pedidos. “Fui à Zona Noroeste, com mato batendo no joelho. Liguei na Subprefeitura (Prefeitura Regional). Não tem uma roçadeira”. Daí, partiu para a ironia: “Quero dar uma sugestão: que o primeiro Viva o Bairro seja aqui na Câmara. (...) A gente faz uma fila, a gente leva os nossos requerimentos, as nossas indicações. Vai poupar tempo pra caramba, e eu tenho certeza que a coisa vai ser atendida”. Adilson diz que sua fala não foi motivada pelo fato de não ter sido convidado para o lançamento. E a opositora Débora Camilo (PSOL) brincou: “E a oposição vai crescendo...”. Era para entrar Ainda sobre Débora, o vereador Marcos Caseiro (PT) usou o Regimento Interno para ajudá-la. Pediu que um projeto de lei de autoria dela fosse pautado, com urgência, na próxima sessão: para se um programa de saúde mental e prevenção de depressão e suicídio a pais e cuidadores de pessoas com deficiência. No fim, não vai O Artigo 24 do Regimento fixa que cada vereador pode usar tal expediente uma vez por mês. A urgência foi aceita. O vereador Benedito Furtado (PSB) protestou, julgando que Caseiro deveria ter agido para um projeto dele mesmo, mas reconheceu que a medida está na lei. No fim, o projeto de Débora não será pautado: tem parecer contrário da Procuradoria da Casa e espera parecer da Comissão de Constituição e Justiça. Eleição municipal Em parecer registrado às 10h50 desta terça, o promotor de Justiça Eleitoral Orlando Brunetti Barchini e Santos opinou que os pedidos para anular a eleição para a Prefeitura de Peruíbe — um deles, lembrado na coluna desta terça — devem ser arquivados por “fragilidade probatória”. Dois processos Além da ação aberta pelo Podemos, a coligação do candidato Gilson Bargieri (MDB, derrotado por 81 votos) solicitou o mesmo. Atribuiu a adversários a disseminação de uma inverdade segundo a qual ele estaria inelegível e que isso teria influído no resultado do pleito. Um parecer “Não há qualquer chance de anulação das eleições”, escreveu o promotor. Para ele, não há provas de disparo em massa da mensagem, de quantas pessoas a receberam e se deixaram de votar, faltou indicar quem teria inventado a mentira e quem encaminhou o documento. Por Francisco O prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (MDB), também decretou luto oficial, por sete dias, pela morte do papa Francisco. Símbolo Como nos demais locais que o fizeram, o expediente oficial está mantido. O que se fará é manter as bandeiras em espaços públicos hasteadas a meio mastro. Reclamação Na Câmara de Praia Grande, por exemplo, houve sessão ontem. Um dos assuntos foi a queixa pela falta de professores em uma escola municipal, citada pela vereadora Eduarda Campopiano (PL). Sem resposta Eduarda disse ter sido informada da questão por uma cidadã e declarado que pediria informações à Secretaria de Educação. Mas “não tenho esperança de resposta”, pois alega ser ignorada. Há quem fale Governista, Francisco Lima Júnior, o Gugu Mil Grau (PSD), citou a vereadora e disse que “tem uma boa parte deles (secretários) que não gosta de responder”, mas elogiou um que lhe prestou informações: o de Trânsito, Marcelino Santos Gomes.