(Vanessa Rodrigues/Arquivo AT) Reajuste salarial de 6,5%, correção de 10,53% na cesta básica (de R\$ 524,70 para R\$ 580,00, arredondados) e atualização de 13,63% no auxílio-alimentação (de R\$ 968,00 para R\$ 1,1 mil, também com arredondamento) para os servidores da Prefeitura de Santos. Esses foram os índices e valores apresentados ontem à tarde pelo secretário de Finanças e Gestão, Adriano Luiz Leocadio, a dirigentes dos dois sindicatos que representam a categoria. Ambos farão assembleias nesta quinta-feira (29), às 18h30. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A do Sindicato dos Estatutários (Sindest) será na sede (Avenida Afonso Pena, 123, no Macuco). A do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv), no prédio do Sindicato dos Metalúrgicos (Avenida Ana Costa, 55, na Vila Mathias). A data-base da categoria é em fevereiro, e a aplicação do reajuste dependerá de lei a ser aprovada pela Câmara, mediante votação de um projeto de lei complementar. Em tese, o Legislativo fará na próxima terça sua primeira sessão após o recesso. Em ofício de duas páginas entregue aos sindicalistas, Leocadio destacou que as correções propostas pelo Município representariam ganhos ao funcionalismo quando comparadas ao IPCA, inflação oficial do País, de 4,26% em 2025, mais 0,2% previstos para este mês. Os aumentos reais seriam de 2,5% nos salários, 6% na cesta e de 9% no auxílio-alimentação. Acumulados O documento também indica que o IPCA entre março de 2020 e fevereiro passado — em período que abrange a atual gestão — foi de 29,56%. Somados os percentuais, salários tiveram correção de 36,06%; a cesta, de 61,78%, e o auxílio, 82,36%. Comparação Também pelo ofício, o índice de 6,5% proposto aos salários seria o menor desde 2022 (não houve reajuste em 2021, pico da pandemia de covid-19), e os níveis para a cesta e o auxílio seriam os terceiros mais altos da série. O Sindserv tinha pedido 13,9% de reajuste, e o Sindest, inflação mais 10% de aumento real. Sob investigação O secretário de Urbanismo de Itanhaém, Marcelo Gomes da Silva, é alvo de processo administrativo disciplinar da Prefeitura pela acusação de cobrança de “propina e benefícios” de particulares na Cidade. O processo foi instituído no dia 14, com base em investigação da Polícia Civil, e tem prazo de 60 dias. Suposta propina Silva teria ferido nove incisos de dois artigos da Lei 3.055, de 2004. Entre eles, os que proíbem “valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem”, “participar de gerência ou administração de empresa privada”, “atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas” e “receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em razão de suas atribuições”. Mantido no cargo A Prefeitura de Itanhaém informou que, “no momento, não há desligamento do secretário, uma vez que tal medida depende de avaliação técnica no curso do processo”, e que Marcelo Silva “prestará seus esclarecimentos nos autos do processo, por meio de sua defesa”. Propaganda Em Santos na segunda-feira, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) atuou como propagandista da deputada estadual Solange Freitas (União). Adiantou-se “Entrem na rede social dela. Eu vou falar agora, vou dar spoiler (...). Ela está querendo dizer para vocês que vão chegar mais ônibus com ar-condicionado”, adiantou. Conforme a postagem, na qual os dois aparecem, serão mais 40 coletivos intermunicipais climatizados neste mês, 50 no segundo semestre e 100 em 2027. Foram 100 no ano passado. Correção E, ao contrário do citado ontem, a camisa do Santos Futebol Clube alusiva aos 480 anos da Cidade que Freitas recebeu, na segunda, lhe foi dada por Rogério Santos. Percurso O clube tinha homenageado o Município no domingo, em jogo contra o Red Bull Bragantino na Neo Química Arena, em São Paulo. O secretário de Governo, Fábio Ferraz, recebeu a camisa, e o diretor de Comunicação, Carlos Guerra, a levou ao Mercado Municipal, para que o prefeito a entregasse.