(Sílvio Luiz/ AT) A prestação de contas anual que o prefeito Rogério Santos (Republicanos) tem de fazer à Câmara santista, no plenário da Casa, já está marcada: será em 11 de dezembro, às 14 horas. A data foi confirmada pelo líder do Governo no Legislativo, vereador Carlos Teixeira Filho, o Cacá Teixeira (PSDB). O comparecimento do governante todos os anos, na primeira quinzena de dezembro, é uma obrigação expressa na Lei Orgânica do Município. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Nela, o chefe do Executivo deve informar como está a execução do Plano de Metas de sua gestão, que ele entregou aos vereadores em 31 de março último e no qual indicou o que se pretende, até o final de 2028 — quando terminará seu segundo mandato —, em todos os órgãos e secretarias municipais e com base em diretrizes de três eixos de desenvolvimento: humano, urbano e de meio ambiente, e econômico e de inovação. Após a exposição do prefeito, a Câmara fará sua última sessão ordinária do ano. Até lá, deverá ter concluído a votação do Orçamento do Município para 2026, com arrecadação prevista de R\$ 6,324 bilhões, 13,9% acima do esperado para este ano. As secretarias com mais verba esperada são as de Saúde (R\$ 1,248 bilhão) e Educação (R\$ 1,109 bilhão). O documento estará pronto para ser votado já a partir de 4 de dezembro, afirma o presidente do Legislativo, Adilson Júnior (PP). Emendas retiradas A primeira votação do Orçamento foi na sessão de quinta-feira (13). O intervalo até a próxima se deve, por exemplo, à análise das emendas feitas pelos vereadores. Na quinta mesmo, cinco deles pediram para retirar parte do que solicitaram. Saúde, por exemplo A maior das emendas era do vereador Sérgio Santana (PL), que planejava a reserva de R\$ 180 mil da Secretaria de Saúde para a realização do 3º Congresso para Inclusão do Transtorno do Espectro Autista. Obras públicas O vereador que mais pediu para remover emendas — seis — foi José Teixeira Filho, o Zequinha Teixeira (PP). Entre elas, de R\$ 100 mil para a reforma do telhado da Policlínica da Ponta da Praia e de R\$ 100 mil para reparos de praças e calçadas. Com Alckmin Ainda sobre dinheiro, o prefeito de São Vicente, Kayo Amado (Pode), esteve em Brasília na quinta-feira e pediu ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) R\$ 20 milhões à Cidade, em especial para a saúde. Velho assunto Em encontro intermediado pela deputada federal paulista e presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, ele alegou a Alckmin que o Município aplica 27,98% das receitas em saúde — acima dos 15% fixados pela Constituição — e tem dificuldades financeiras gerais, com déficit mensal de R\$ 9 milhões. Por terra Em Guarujá, o vereador Anderson Bernardes (Pode) propõe testes de qualidade do asfalto em obras públicas. Ao fim da obra, a empresa contratada apresentaria testes laboratoriais com as especificações técnicas do material, evitando manutenção constante daquilo já feito. Ar e mar Ainda em Guarujá, o vereador Sérgio Jesus dos Passos, o Sérgio Santa Cruz (Cidadania), exaltou-se ao comentar o plano de criar uma ligação marítima entre o futuro Aeroporto Civil Metropolitano, em Guarujá, e o Terminal de Passageiros Giusfredo Santini, em Santos. Críticas Na sessão de terça-feira (11), quando a coluna noticiou que a deputada federal Rosana Valle (PL) obteve R\$ 20 milhões para a proposta, o vereador direcionou críticas à parlamentar por crer que a linha prejudicaria Guarujá. Não ficariam “É a senhora que vai querer voto na cidade do Guarujá? Porque a senhora está anunciando investimento para que o turista que venha ao Aeroporto nem sequer conheça Guarujá, porque a senhora está colocando lá R\$ 20 milhões para um barco já tirar ele do avião e já levar para Santos”, disse. Para as duas “Nós temos turismo na nossa cidade”, continuou Sérgio Santa Cruz. Para ele, seria mais justo que a ligação marítima fosse entre o aeroporto e o Ferry Boat, pois atenderia Santos e Guarujá.