(Arquivo/AT) O prefeito de São Vicente, Kayo Amado (Pode), relembrou, em postagem na quinta-feira, um ato anunciado no fim de junho: a quitação de um débito superior a R\$ 10 milhões com a rescisão de cerca de 400 contratos de servidores que se aposentaram nas duas gestões anteriores. “Pedro e Bili deixaram essas dívidas de aposentadorias, e nós acertamos”, escreveu, em alusão aos antecessores Pedro Gouvêa, que governou de 2017 a 2020 e, hoje, é secretário de Habitação de Guarujá, e Luis Cláudio Bili, cuja administração ocorreu de 2013 a 2016. Desses ex-prefeitos, Gouvêa se manifestou ontem, contrariado, desafiando Amado. “Faça um levantamento de tudo o que paguei dessa fila de aposentados, assim como daqueles que se aposentaram durante a minha gestão. (...) Deixei a Prefeitura adimplente, em dia com todas as suas obrigações financeiras e fiscais, e com todas as certidões regularizadas. (...) Se, ao sair do governo, você não deixar dívidas para o próximo prefeito pagar, eu me retratarei publicamente sobre tudo o que já disse e penso a seu respeito”. À coluna, o prefeito respondeu que “os ratos estão saindo do armário. O Pedro saiu da Prefeitura sem pagar salário do servidor, pagou um monte de empresas no último dia e não pagou o servidor. (...) Se ex-prefeito que não é reeleito fosse bom, não começava com ex”. Eleições anteriores Pedro Gouvêa, então no MDB, havia tentado a reeleição em 2020. Ficou em terceiro lugar e não foi ao segundo turno, vencido por Amado — reeleito em outubro no primeiro turno. Bili, que nada postou sobre o assunto, não disputou novo mandato. Um acréscimo Kayo Amado fez alusão também à extinta Companhia de Desenvolvimento de São Vicente (Codesavi). “Os ex-prefeitos todos faliram a Codesavi. Sobrou para nós a carcaça, cheia de dívidas”, sobre os débitos de R\$ 716 milhões da empresa e incorporados pela Prefeitura no final do primeiro mandato dele. Noite delas Por um dia, a Baixada Santista, que não elegeu nenhuma mulher para o Executivo no ano passado, teve duas prefeitas. Uma delas, a interina Audrey Kleys (Novo), de Santos, ocupou parte de seu último dia no cargo indo à posse da nova governante de Mongaguá, Cristina Wiazowski (PP). Oficialmente, o prefeito Rogério Santos (Republicanos) volta ao cargo hoje. Expressão Outra personagem destacada foi a presidente nacional do Podemos, deputada federal Renata Abreu (SP), que cumprimentou Cristina. Pé-direito Também sobressaiu na posse o vice-prefeito de Praia Grande, Rodrigo Santana, o Rodrigão (PSD). Tanto pelo aspecto político quanto pela estatura: seus 2,05 metros de altura o deixaram muito perto do teto do espaço destinado a entrevistas, anexo ao palco da cerimônia. Também lá Os outros prefeitos presentes ontem em Mongaguá foram Alberto Mourão (MDB, de Praia Grande) e Felipe Bernardo (PSD, de Peruíbe). Multipartidário Cristina (— cujo discurso foi mais breve que o do marido, o ex-prefeito Paulo Wiazowski Filho, agora secretário de Governo — tem à disposição um primeiro escalão multipartidário. Vai do PL... A décima nona secretaria foi anunciada na véspera da posse: a de Mulher e Direitos Humanos, cuja titular é a empresária Geovana Lima, uma das vice-presidentes do PL Mulher. Com ela, são oito secretárias na nova gestão. ... ao PT Outro partido contemplado com uma pasta é o PT. O presidente municipal, Fernando Felizi, está em Habitação. Deputado local Dos parlamentares da região, foi à posse o deputado estadual Caio França (PSB). Uma escolha Sobre a anunciada taxação sobre as exportações brasileiras aos Estados Unidos, o deputado federal Carlos Alberto da Cunha, o Delegado Da Cunha (PP), disse ontem: “Quando o bem da população está em jogo, é hora de deixar as ideologias de lado. (...) Enquanto alguns preferem os holofotes, nós escolhemos a missão”.