(Alexsander Ferraz/AT) O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, disse que “estamos testando” o nome da deputada federal Rosana Valle (PL) para concorrer ao Senado no próximo ano. A declaração foi feita no sábado, na Câmara de Mogi das Cruzes, berço político de Costa. Ali, transcorreu um encontro do PL Mulher paulista, presidido por Rosana e no qual ela estava presente. Sua assessoria diz ter sido surpreendida pela afirmação, a ponto de não dispor de gravação em vídeo ou áudio do que o presidente disse, mas foi registrado por veículos de comunicação nacionais. A eventual escolha de Rosana para o Senado integra um plano do PL de fazer com que políticos de direita sejam eleitos para as duas vagas na Casa a serem disputadas em 2026. Um dos pré-candidatos desse espectro é o deputado federal Guilherme Derrite, eleito pelo PL e que, amigavelmente, passou para o PP. Rosana foi a sexta candidata mais votada do PL à Câmara em 2022. Dos cinco à frente, Carla Zambelli está presa na Itália, Eduardo Bolsonaro vive desde fevereiro nos Estados Unidos, Derrite foi para o PP, Ricardo Salles se mudou para o Novo, e há o pastor Marco Feliciano, também cogitado ao Senado. Afora outros, como a Folha de S.Paulo atribui a Costa Neto: o vice-prefeito da Capital, Ricardo de Mello Araújo, e o deputado estadual Tomé Abduch (Republicanos). Núcleo duro Por enquanto, Rosana Valle afirma, em nota, que ser lembrada pelo presidente do PL como pré-candidata “é uma grande honra”. “A decisão de um nome indicado para a disputa do Senado (...) ocorrerá no tempo oportuno, mas saber que conto com o apoio do núcleo duro do PL já é uma grande vitória”. Com a família Nesse ponto central do partido, está a ex-primeira-dama e presidente nacional do PL Mulher, Michelle Bolsonaro — “ela que, junto a (Jair) Bolsonaro (ex-presidente), me concedeu a nobre missão de presidir o PL Mulher Bandeirante”. Dinheiro também A assessoria de Valdemar Costa Neto declarou que Costa Neto “não está dando entrevistas”. O PL, porém, também terá cálculos a considerar para a Câmara. Afinal, quanto mais deputados federais um partido tem, maior é a fatia dos fundos partidário e eleitoral a que faz jus. Sem puxadores Em 2022, o PL elegeu 17 dos 70 deputados federais paulistas. Só com os votos somados dos quatro primeiros colocados — 2,568 milhões, obtidos por Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro, Ricardo Salles e Guilherme Derrite —, foi possível garantir oito das 17 cadeiras. O PL não poderá contar com eles em 2026. Já se cogitou Não é a primeira vez que se cogita o nome de Rosana para outro cargo que não o de deputada. Na janela partidária de 2022, prestes a trocar o PSB pelo PL, era tida como possível vice na chapa do então pré-candidato a governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Foi ele quem a convidou a entrar no PL. Ao assinar a ficha de filiação, a parlamentar confirmou que tentaria a reeleição, o que acabou obtendo. Foi opção Também em 2022, Valdemar Costa Neto havia convidado outro político a ser vice de Tarcísio de Freitas: o ex-prefeito santista Paulo Alexandre Barbosa, a quem ofereceu a coordenação do PL paulista. Ele preferiu ficar no PSDB e concorrer a deputado federal. Ganhou. E é lembrado Em outubro, o governador chamou Barbosa a entrar no Republicanos. O convite foi feito publicamente, em Cubatão. “Tô conversando”, disse o deputado, na ocasião, mas acrescentando: “Vamos caminhar juntos”. Avanço salarial Ao ler ontem, na coluna, que o prefeito Farid Madi (Pode) anunciou o pagamento de promoções horizontais a professores, o presidente do Sindicato dos Servidores de Guarujá, Zoel Garcia Siqueira, lembrou que a retomada se deve a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) obtida pela entidade. Cifra e alcance Siqueira disse ter ouvido de Farid, na semana passada, que o pagamento retroativo das promoções, suspensas de 2020 a 2021, somará em torno de R\$ 30 milhões e alcançará 2,3 mil servidores.